Do mesmo autor de O Último Unicórnio, ou We Never Talk About My Brother esta antologia pode ser dividida em três partes, duas de contos e uma de pequenas crónicas ou ensaios. A segunda secção é composta por alguns dos primeiros contos do autor, como Telephone Call, a primeira história pela qual terá sido pago; enquanto que a primeira parte possui histórias mais amadurecidas e mais características de Peter S. Beagle.
Ainda que os contos iniciais que compõe a segunda parte me tenham parecido algo desprovidos de sentido ou com falta de objectividade, as histórias das primeiras 120 páginas são excepcionais, relembrando alguma da originalidade que se pode ler em We Never Talk About My Brother.
Professor Gottesman and The Indian Rhinoceros é a história que abre o livro, sendo também aquela onde se origina o título da antologia. Gottesman é um professor de filosofia na Universidade, e visitado pela família, resolve conhecer o zoo com a sobrinha, fascinada por tigres. Mas à sobrinha apenas interessam esses felinos de grande porte, e é com espanto que Gottesman inicia conversa com um rinoceronte que se apresenta como unicórnio. O culto rinoceronte irá segui-lo até casa e com ele partilhar longos serões de debate.
Segue-se Come Lady Death, um conto em que uma aristocrata inglesa se aborrece com as sucessivas e esplendorosas festas, sempre semelhantes às anteriores, e resolve ter como convidada principal, a Morte. Mas esta não possui o aspecto fúnebre e tenebroso que se esperava, assemelhando-se antes a uma tímida e bela jovem que todos encanta.
Em Lila The Werewolf um rapaz descobre que a namorada é um lobisomem, quando, numa noite que esta passa fora de casa, um lobo aparece no quarto manchado de sangue e se transforma na rapariga que conhece. Ainda que tente esquecer esta estranha característica da namorada, é recordado todos os meses quando descobre que os cães da vizinhança morrem às dentadas de um lobo.
Julie’s Unicorn é o quarto conto, uma pequena história em que uma jovem liberta um unicórnio de um quadro medieval, um ser tão pequeno quanto um gato bebé, que busca incessantemente algo ou alguém e mais não sabe senão balir. Esta é outra história com unicórnios, que parecem constituir uma obsessão do autor e aparecem sempre de forma diferente. O unicórnio ora é descrito como uma criatura indefesa, ora como um rinoceronte disfarçado, ou ainda como um cavalo branco, orgulhoso e imortal que habita o interior de densas florestas.
Estas foram, para mim, as histórias mais significativas da antologia – quatro belíssimas histórias que não são balanceadas pelas restantes páginas, mas que valem a aquisição do pequeno livro; bastante díspares em premissa, mas sempre com algo de fantástico ou surreal, com uma exploração original das comuns figuras míticas.
Há livros que desejamos ler assim que lemos a sinopse – este foi um desses casos. À semelhança de outras livros recentemente lançados (como o The City & The City de Mieville) The Other City fala de cidades dentro de outras cidades, outras realidades entrelaçadas com aquela em que vivemos, por vezes fascinantes pela sua beleza, outras vezes fascinantes pelos horrores que nelas habitam.
Este mês, pela Gailivro, chega-nos mais um livro de Christopher Moore - Guia Prático Para Cuidar de Demónios; cujo títulos nos faz antever mais uma obra de humor peculiar:
All the Windwracked Stars foi daqueles livros que me intrigou assim que saiu. A sinopse fala de uma Valquíria, a única sobrevivente de uma longa batalha, Muire, conjuntamente com uma montada alada, Kasimir. Muire não é uma guerreira verdadeira, antes uma estudiosa e historiadora que se terá acobardado e fugido da guerra.
Fábulas do Tempo e da Eternidade é uma pequena colectânea de
No livro de Mieville, duas cidades co-existem espacialmente, mantendo-se separadas apenas porque os habitantes são forçados a ignorar tudo o que faça parte da outra cidade. The Other City baseia-se também na existência de uma cidade alternativa sob outra cidade, neste caso uma Praga surreal:
Greg Bear é o autor de
Vencedor do Crawford Award, e finalista do Mythopoeic Award, Pandemonium retorna aos anos 50, modificando a realidade da época. A premissa é simples – várias pessoas são possuídas por entidades estranhas com peculiares poderes, entre elas Philip K. Dick.
Tim Lebbon é outros daqueles famosos autores de horror fantástico que desconheço.
Seguem-se mais dois livros do género horror –
Guillermo del Toro é mais conhecido pelos seus filmes de horror fantástico como Labirinto do Fauno, El Dspinazo del Diablo ou Chronos, iniciando-se agora no mundo da escrita com The Strain, o seu primeiro livro, escrito em conjunto com Chuck Hogan.
A obra de Neal Stephenson tem sido uma das mais referenciadas desde o seu lançamento, e talvez por isso a sua nomeação não me espantou. Idem aspas para a categoria Young-Adult Novel, ainda que ao lado de The Graveyard Book estivesse Little Brother. 


Nomeado para uma série de prémios pouco conhecidos, One for Sorrow é a primeira obra de Christopher Barzak. Curiosa, comprei o segundo livro do autor, The Love We Share Without Knowing, acessível nos vendedores que costumo utilizar.
The Atrocity Exhibition é uma das obras mais controversas de J. G. Ballard, um dos mais conhecidos escritores ingleses de Ficção Científica. Recentemente falecido, resolvi-me a adquirir algumas das suas obras e talvez tenha começado a ler pelo livro errado.
O Último Unicórnio
Os Mythopoeic Award são escolhidos pelos membros da Mythopoeic Society, e seleccionados por um comité da mesma sociedade. Esta possui como objectivo a promoção do estudo, discussão e entusiasmo pela literatura fantástica ou mitológica.
Os nomeados deste ano
Neil Gaiman, The Graveyard Book (HarperCollins)
Mindbridge foi o meu primeiro livro de Haldeman, um autor muito referenciado, mas do qual me tinha mantido afastada até agora. Enquadrado dentro da ficção científica militar, com títulos como Forever War (Guerra Sempre pela Europa-América), War Year ou Camouflage, os livros de Haldeman pareciam afastar-se bastante do meu género de leitura e foi com surpresa que me vi a apreciar Mindbridge.
Sunless Countries, de Karl Schroeder é o quarto volume da trilogia Virga, que se iniciou com o
The Very Best of Gene Wolfe é um dos próximos lançamentos da
Para os aficcionados em histórias de zombies, a Subterranean Press lança The New Dead, uma colectânea ilustrada com histórias de autores de vários géneros, desde mainstream, fantasia, mistério, histórico e claro, horror.
Obras como Perdido Street Station, The Scar ou
O volume 4 de Preacher, Ancient History, continua com a mesma premissa, explorando as histórias paralelas de algumas personagens que conhecemos nas aventuras anteriores – Saint of Killers, You-Know-Who, The Good Old Boys.
You-Know-Who é o jovem Root de cara desfeita que conhecemos em Gone to Texas, o filho de um Xerife do Texas cuja mente está condicionada por uma moral duvidosa mas implacável – o racismo, a crença nos extraterrestres negros que raptam pessoas, a imagem de um pai / marido que mantem a ordem em casa pela força da pancada. Numa vila de interior Root não é considerado muito normal – ouve Nirvana, fuma charros e não se interessa por desportos como o Basebol ou o Futebol Americano.


Há cerca de um mês a Bis lançou um
Iron Angel é o segundo volume de uma trilogia iniciada com Scar Night, um livro engraçado de fantasia que retrata a vida de um jovem anjo, o último da sua espécie e um fraco sucessor à temida imagem do pai. Recordo Scar Night como um livro cujo final estragou em parte a história, o que talvez tenha sido remediado em Iron Angel.
Estrela distante é um dos livros escrito por Roberto Bolano, autor chileno que após a morte parece ter-se tornado uma celebridade em ascensão, com a publicação do seu romance incompleto, 2666. Se este último é um calhamaço de 1000 páginas, Estrela distante é exactamente o oposto – um livro fino que não chega a contar as 160.