- Os Músicos – Ray Bradbury (Lâmpada Mágica)

- Aliança das Trevas -Anne Bishop (As Leituras do Corvo)

- Clube de Sangue – Charlaine Harris (Ler e Reflectir)

- As Atribuações de Jacques Bonhomme - Telmo Marçal (Estante de Livros)

- Danças Malditas – Kim Harrison; Lauren Myracle; Meg Cabot; Michele Jaffe; Stephenie Meyer (Bela Lugosi is Dead)

- Ghostgirl – A Rapariga Invisível - Tonya Hurley (O Cantinho do Bookoholic)

- Virgo Resuscitas – Ray Bradbury (Lâmpada Mágica)

- Darwinia – Robert Charles Wilson (Bela Lugosi is Dead)

- Fevre Dream – George R R Martin (Liquid Dreams) – livro a ser publicado em português pela Saída de Emergência nos próximos tempos !

- Acheron – Sherrilyn Kenyon (Bela Lugosi is Dead)

- Aprendiz de Assassino – Robin Hobb (Correio do Fantástico)

- The Broken Sword de Poul Anderson (Der Wanderer’s Blog)

- O Homem Pintado - Peter V. Brett (O Cantinho do Bookoholic)

- A Corte dos Traidores – Robin Hobb (Letras sem Fundo)

- A Mecânica do Coração – Mathias Malzieu (Muito para Ler)

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Marvel 1602 de Neil Gaiman foi já uma excelente surpresa. Utilizando conhecidos heróis da Marvel, Neil Gaiman recuou 400 anos, e colocou-os entre a Inglaterra da Rainha Elizabeth e a primeira colónica inglesa, Virgina, criando um Universo Alternativo. Nesta outra linha história, Virginia teria vingado graças à ajuda dos Índios.

Deste volume fazem parte duas das três sequelas de Marvel 1602: New World e Fantastick Four. Se em Marvel 1602 tínhamos seguido os heróis numa aventura em torno das pressões internacionais políticas que se faziam sentir na época (Inglaterra torna-se independente da Igreja Católica ao se tornar protestante, e em Espanha a Inquisiação ganha força sob o poder do rei Filipe), em New World assistimos ao desenvolvimento de Virginia.

Nesta nova colónia continua a existir a necessidade de heróis que salvem a aldeia dos dinossauros e que sejam capazes de impedir o massacre dos índios: surgem assim Hulk e Homem-Aranha. Tal como na história original, o Homem-Aranha é um rapaz que trabalha na única tipografia da colónia, sob o comando do editor da revista, e apaixonado pela filha do editor, a famosa Virginia. Virginia é uma personagem conhecida do livro anterior, o primeiro bebé a nascer na nova colónia, uma rapariga capaz de se transformar em qualquer animal quando ameaçada.

Fantastick Four é uma aventura muito mais interessante, com pequenos episódios cómicos. No 1602 original tínhamos já conhecido os Fantastick Four, um grupo de aventureiros que viajam pelo Mundo num barco. Nesta nova aventura, o grupo participa com Shakespeare numa peça teatral, quando este é raptado pelo vilão Doom. Para salvar o dramaturgo viajam até ao fim do Mundo, mas não sozinhos – Storm raptou uma jovem para a salvar (pensa ele) de um casamento infeliz. No fim do Mundo encontram… uma cidade que corresponderá à mítica Atlântida.

Para além do excelente aspecto gráfico e da qualidade das imagens, esta edição prima também pela encadernação cozida de lombada direita. De realçar que a capa não tem o aspecto avermelhado que aparece na imagem – ou seja, uma edição de luxo.

E foi revelado o programa para o evento Conversas Fantásticas, a decorrer nos dias 21 e 28 de Novembro, na biblioteca de Telheiras. No dia 21 para além da mesa redonda concept artists nacionais, podemos assistir às curtas metragens FRUNC, Papá Wrestling e I’ll See You In My Dreams, sob o tema Cinema Fantástico Português.

O dia 28 inicia-se com uma mesa redonda sobre auto-edição em Portugal, seguindo-se um espaço para sugestões de leitura, e mesas redondas sobre Novidades em Banda Desenhada,  Novas aventuras do Fantástico Portugês e A Literatura Fantástica Portuguesa: Passado e Presente.

E parece que a Dagon vai ser publicada em papel, encontrando-se abertas as submissões para as várias  secções: música, conto, poesia, artigo, cinema e desenho. Para mais detalhes vejam o post no Correio Fantástico.

Pelo Anagrama Anárquico tomei conhecimento do lançamento da antologia Imaginarios.  De realçar que do segundo volume fazem parte histórias de alguns autores portugueses: João Barreiros, Jorge Candeias e Luís Filipe Silva.

Entretanto, foi adicionado um novo conjunto de links no blog – Pedindo Submissões.  Nesta secção irão constar links para editoras ou afins, onde estejam abertas submissões para publicação. Claro que os links estão lá, com o respectivo descritivo (basta passar o cursor), mas não me responsabilizo pelo resultado – alguns serão mais sérios do que outros.  Caberá aos interessados ler os regulamentos e fazer a sua própria sentença de cada

Escher loops zoran zivkovicLançado recentemente mas já incluído na lista da Amazon nos 10 melhores livros de Ficção Científica e Fantasia, Eclipse 3 é a terceira edição que se propõe a seguir os passos das anteriores antologias, Eclipse 2 e Eclipse, vencedoras de vários prémios. Sem temática pré-definida, entre os autores podemos encontrar Peter S. Beagle, Paul Di Filippo, Jeffrey Ford, Caitlin R. Kiernan ou Daniel Abaraham.

Escher’s Loops é o próximo lançamento da PS Publishing de Zoran Zivkovic, um dos meus autores favoritos, do qual em Portugal apenas podemos encontrar a Biblioteca. Em Escher’s Loops realçaria a capa, da autoria de uma amiga. A sinopse promete algo semelhante ao que conheço de Zoran, ou seja, mais uma leitura obrigatória:

Like one of Escher’s drawings, the narrative threads lead one through a dizzying labyrinth of recurring themes, images and characters, all of which are linked with elegant mathematical precision: God and suicide, food and poison, monks, athletes, soldiers and soccer players all take their places in the circle-dance. Absurdity, surreality and humour abound; death is the ultimate destiny, yet always the next story offers infinite ways of escape.

Depois de Heart-Shaped Box, de Joe Hill (o filho de Stephen King) é publicado Horns. A edição limitada da PS Publishing está a esgotar-se a uma velocidade estonteante, a capa já se conhece, e a sinopse encontra-se finalmente disponível. Recordo-me de não ter apreciado grandemente o Heart-Shaped Box, mas ainda assim, a premissa deste Horns, captou-me :

Ignatius Perrish spent the night drunk and doing terrible things. He woke up the next morning with one hell of a hangover, a raging headache . . . and a pair of horns growing from his temples.

Já tem quase dois meses, mas é digno de referência – The Mammoth Book of Best New SF 22. Publicada em Setembro, esta colectânea reunida por Gardner Dozois, começa com um resumo do ano de 2008: prémios, revistas, contos, lançamentos de pequenas e grandes editoras.

Seguem-se contos de vários autores conhecidos do género, como: The Gambler (de Paolo Bacigalupi, nomeado para a categoria de melhor noveleta nos prémios Hugo de 2009 e disponível na blog da Pyr ),  From Babel’s Fallen Glory We Fled (de Michael Swanwick, também pode ser lido no site online da revista Asimov), Crystal Nights (de Greg Egan, nomeado para o BSFA e disponível gratuitamente no site da editora). Podem ainda encontrar Ian McDonald, Paul McAuley, Greg Egan, Geoff Ryman ou Nancy Kress.

Outra antologia lançada em Setembro que me parece interessante, é Passing for Human, pela PS Publshing.  Editada por Michael Bishop e Steven Utley, os contos recolhidos têm como principal tema os extraterrestres viverem mascarados entre nós, humanos.

Nesta antologia participam Theodore Sturgeon, Ray Bradbury, Paul DiFilippo, Robert Silverberg, Jeff Vandermeer e Carol Emshwiller, entre outros.

No topo, dois livros comprados conjuntamente com a Sábado – Danúbio e A Conspiração Contra a América. O primeiro é considerado a melhor obra de Magris e acompanha o curso do rio, desde a sua nascente ao mar, apresentando durante a viagem, a colorida história europeia.

O segundo parece enquadrar-se no género da história alternativa, apresentando-nos uma América onde Franklin Roosevelt terá perdido as eleições para Charles Lindbergh. Com este diferente resultado eleitoral instauram-se políticas anti-semitas, gerando um clima de terror onde as famílias judaicas são “normalmente” perseguidas.

Tender Morsels de Marco Lanagan é o vencedor, conjuntamente com The Shadow Year de Jeffrey Ford do World Fantasy Award. Entre os nomeados encontravam-se Pandemonium de Daryl Gregory, The Graveyard Book de Neil Gaiman e The House of the Stag de Kage Baker. Tendo lido e adorado Pandemonium, tenho agora elevadas expectativas para Tender Morsels, um livro cuja sinopse revela uma história que pode facilmente cair na banalidade:

Tender Morsels is  a dark and vivid story, set in two worlds and worrying at the border between them. Liga lives modestly in her own personal heaven, a world given to her in exchange for her earthly life. Her two daughters grow up in this soft place, protected from the violence that once harmed their mother. But the real world cannot be denied forever –  magicked men and wild bears break down the borders of Liga’s refuge. Now, having known Heaven, how will these three women survive in a world where beauty and brutality lie side by side?

To Build Jerusalem, de John Whitbourn é o terceiro volume numa trilogia que decorre numa realidade alternativa. A série inicia-se com A Dangerous Energy onde a rainha Elizabeth morre antes do tempo e é sucedida pela sua prima, Mary, que encabeça uma segunda e permanente reforma católica na Inglaterra e na Escócia. Ainda que seja uma história independente, To Build Jerusalem ocorre no mesmo Universo Alternativo.

Segue-se Monstrous Regiment, de Terry Pratchett, pertencente à demente série Discworld. A história segue Polly, uma jovem que disfarçada de homem, se junta ao regimento para lutar… contra o quê, parece não saber.

The Extraordinary Voyage of Jules Verne explora as histórias do próprio Júlio Verne, colocando-o como personagem em aventuras que poderiam ter sido escritas por ele – numa viagem do tempo ao passado vê-se arrastado para o Período Cretácio, e depois para um futuro distante.

Don’t Turn Out the Light é uma pequena antologia de horror reunida por Stephen Jones, onde se podem encontrar vários autores conhecidos – Ray Bradbury, Richard Matheson ou Paul McAuley.

Por sua vez, Veniss Underground é um dos livros de Jeff Vandermeer que se enquadra no género ficção científica. Deste autor apenas conheço as histórias em torno de Ambergris, uma cidade fantástica caracterizada pelo excesso de cogumelos e esporos, num melancólico ambiente weird.

Finalmente, The First Hundred Days é o primeiro volume da série de comics Ex-machina que explora uma estranha personagem, Mitchell Hundred, elegido presidente da câmara da cidade de Nova Iorque como resultado das suas acções no 11 de Setembro. A história explora não só as aventuras do herói, como actuais situações políticas.

A Mecânica do Coração - Mathias Malzieu (Bela Lugosi is Dead)

- The Man in the High Castle – Philip K. Dick (A Lei Seca)

- O Círculo de Sangue – Jérôme Delafosse (Bela Lugosi is Dead)

- Eu sou a Lenda - Richard Matheson (Taste This Book)

- Academia de Vampiros – Richelle Mead (As Leituras do Corvo)

- Eis o Homem – Michael Moorcock (Páginas Desfolhadas)

- A Sociedade de Sangue – Susan Hubbard (Bela Lugosi is Dead)

- Última Transmissão Humana (As Leituras do Corvo)

- A Lenda de Sigurd e Gudrún - J.R.R. Tolkien (Bela Lugosi is Dead)

- Ghostgirl – a rapariga invisível – Tonya Hurley ( Páginas Desfolhadas)

- Drácula, o Morto-Vivo - Dacre Stoker e Ian Holt (As Leituras do Corvo)

- Talentos Fantásticos (I Dream in Infrared- primeira parte da crítica ao livro)

A publicação deste último livro (Talentos Fantásticos) tem sido a causa de um burburinho crescente. Tudo começou com o anúncio no fórum Bad Books Don’t Exist – relatadas as condições dadas aos autores que participaram no concurso, levantou-se a hipótese de que o concurso e consequentemente publicação poderiam não ter os moldes mais transparentes. Pelo que percebi até agora, trabalho de edição não houve ou foi escassa, e a qualidade não é das melhores. Distribuição não existe e os direitos de autor são “pagos” na forma de desconto com curto prazo de validade.

Sobre o assunto pronunciaram-se a Pó dos Livros (Pseudo-editorasComentário ao post anterior “Pseudo-editoras”),  Safaa Dib (em comentário no blog da Pó dos livros e no Stranger in a Strange Land), Rogério Ribeiro (I Dream in Infrared) e Francisco Norega (Anagrama Anárquico). De realçar que nestes comentários não se referem os textos incluídos na antologia, mas constituem formas de alertar potenciais autores para os esquemas no negócio editorial.

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Este é o livro mais recente da Editora Livros De Areia, uma pequena editora que nos trouxe já excelentes livros como A sereia de Curitiba de Rhys Hughes ou o vísceral O pássaro pintado de Jerzy Kozinsky, ou ainda um dos livros daquele que é, para mim, o melhor escritor de FC português, João Barreiros, Disney no céu entre os Dumbos.

De Covadlo tinha já lido Criaturas da Noite, a história de um homem que um dia é parasitado por uma pulga conselheira que lhe indica o caminho para o sucesso, mas que em troca exige que este adquira estranhos hábitos.

Buracos Negros apresenta-nos não uma história, mas 13, todas negras, algumas previsíveis, outras de final inesperado – todas bem contadas. A primeira apresenta-nos um país onde todos os cargos públicos terminam com uma decapitação e o serviço prestado é diferenciado pelo material da bandeja onde se encontrará a cabeça – prata, ouro ou caixas de fruta.  Segue-se a confissão, perto do Natal, de um velho assassino que terá morto um casal por inveja do bem estar ostentado por estes.

Ninguém desaparece completamente é uma das histórias que mais apreciei, uma sátira inteligente que me lembra o estilo de Italo Calvino em algumas histórias, onde um rapaz corta o dedo do pé com esperança de fugir ao serviço militar. Após a tropa arranja emprego numa prestigiada empresa, mas agora sem parte da perna. Pouco tempo depois terá de amputar um pouco mais o seu membro inferior e será colocado num diferente posto nessa mesma empresa…

Outro dos contos que destacaria é As Correntes do Mal, um conto irónico em que um homem prestes a cometer suicídio, é salvo pelo próprio diabo. A partir desse momento dedica-se a compor o equilíbrio das forças do mal, cometendo diariamente uma má acção. Em contrapartida encontra fortuna e ruína afasta-se da sua vida.

Livro pequeno de edição cuidada, Buracos Negros é um inteligente conjunto de contos que aconselho a todos os adultos que gostem de histórias pouco convencionais e com uma pequena reviravolta.

A Guerra é Para os Velhos será o grande lançamento do mês, pela Gailivro, na colecção 1001 Mundos.

Traduzido do inglês, No Man’s War de John Scalzi, é o primeiro de uma trilogia de FC que se centra em John Perry, um homem que, com 75 anos ingressa no exército, para lutar contra os alienígenas por novos territórios.

Nesta batalha apenas são permitidos velhotes – pessoas que atingiram já a idade da reforma, mas que possuem o conhecimento e a experiência de décadas de vida. Caso os combatentes sobrevivam por dois anos, poderão viver uma reforma sossegada num dos planetas conquistados.

O segundo referido desta semana é o quinto volume da colecção TEEN (Tonifica E Estimula os Neurónios), Na Casa do Rei Dragão de Stephen Lawhead.

Já publicado em Portugal pela Bertrand e pela Círculo de Leitores, este é o primeiro volume da primeira trilogia de Stephen Lawhead, que apreciei bastante quando a li há vários anos atrás. Direccionada para um público jovem, a trilogia conta a demanda de um jovem guerreiro, acompanhado pelos seus amigos, contra o Necromante Nimrood.

Segue-se Aliança das Trevas, de Anne Bishop, a mesma autora de Trilogia de Jóias Negras, Belladona e Sebastian:

Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões. A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado – em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência – o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem.

Seguindo a mais recente  onda de vampiros, a Bertrand publica Danças Malditas, um livro de cinco autoras,  que traz um olhar diferente sob os bailes de finalistas; e a Editorial Presença lança A Sociedade do Sangue, também este um livro juvenil, onde uma jovem parte em busca da mãe, depois de descobrir que o pai, com quem cresceu, é um vampiro.

Não é deste mês, mas só recentemente, após a publicação de algumas críticas, me apercebi do lançamento de Ghostgirl, pela Contraponto.

Para mais detalhes, podem visitar o blog criado pela editora, e aqui fica a sinopse:

Charlotte Usher sente-se praticamente invisível na escola, até que um dia fica mesmo. Pior ainda, descobre que está morta… e tudo por causa de um rapaz e de um urso de goma. No entanto, a morte não impede Charlotte de seguir com os seus planos. Bem pelo contrário! Torna-se mais criativa e capaz de fazer qualquer coisa para atingir os seus objectivos: ser popular e conquistar Damen, o rapaz por quem se apaixonou.

Por sua vez, a Casa das Letras publica o primeiro volume da trilogia O Circo dos Horrores, de Darren Shan. Recentemente adaptado para cinema, esta trilogia é o início de uma enorme série também de vampiros, que tem recebido inúmeros prémios.

Finalmente, e também pela Gailivro, será publicado o Bobo, de Christopher Moore. Como o título indica, a história centra-se num bobo, mas não num bobo qualquer – o do Rei Lear; que, para ajudar a princesa Cordélia a cair nas graças do pai, lança feitiços e instiga assassínios.

Atrasado, mas ainda a tempo :) . Aqui fica um pequeno apanhado das críticas a livros fantásticos e FC desta semana.

- Drood, Dan Simmons (Blog Saída de Emergência) – se já pensava ler o livro, agora ainda fiquei mais curiosa. Em princípio este será um dos próximos livros do autor a ser publicado em português, assim como The Terror, pela Saída de Emergência. Para quem não conhece, este é o autor de A Canção de Kali e Clube de Patifes.

- A Corte dos Traidores, Robin Hobb (Bela Lugosi is Dead e Estante de Livros)

Ghostgirl – A Rapariga Invisível, Tonya Hurley (As Leituras do Corvo e Bela Lugosi is Dead)

- Fúria, L. J. Smith (As Leituras do Corvo)

- O Homem Pintado, Peter V. Brett (Páginas desfolhadas  e Estante de Livros)

- Os Jogos da Fome, Suzanne Collins (Correio do Fantástico) – este é outro que me começa a intrigar, pelas sucessivas críticas muito positivas.

- American Gods, Neil Gaiman (Der Wanderer’s Blog)

Não é uma crítica literária, mas depois do artigo publicado no blog da Pó dos livros, fica o post no blog da Safaa Dib sobre pseudo-editoras. De leitura obrigatório para todos aqueles que desejam um dia ser publicados.


 

Começam a ser conhecidos mais detalhes sobre o evento fantástico que irá decorrer nos dias 21 e 28 de Novembro, na biblioteca municipal de Telheiras, mais especificamente, foi publicada a lista de convidados do evento.

Para além das Conversas Imaginárias, poderão encontrar a partir de dia 9 de Novembro a exposição “Há Conversas com o IMAGINarte”, com ilustrações da autoria dos membros do Núcleo de Arte Fantástica da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Os mais recentes posts no blog da livraria Pó dos Livros não são propriamente notícias, mas sim um aviso à navegação – um aviso sobre os vários esquemas, até burlas que rodeiam algumas “ofertas” de publicação, ou ainda passatempos com promessa de inclusão em antologias (Pseudo-editorasComentário ao post anterior “Pseudo-editoras”).

 

O Senhor da Guerra dos Céus é o primeiro de uma trilogia intitulada A Nomad of the Time Streams, em que cada um dos volumes pode ser lido independentemente, retratando as viagens no tempo de um homem que é transportado para uma realidade alternativa. Misto entre história alternativa e ficção científica, a trilogia enquadra-se no género Steampunk.

Neste primeiro volume Bastable é transportado para o futuro, para o final do século XX, onde conhece um Mundo sem guerras, em que as grandes potências económicas colonizam todos os restantes países e o nível de vida dos cidadãos dos países colonizadores é pago pelos habitantes das colónias.

A história inicia-se com Bastable, um jovem inglês que é responsável por conduzir um pequeno batalhão na Índia de 1902, com o intuito de controlar a revolta de algumas povoações. Esperando obter tréguas sem necessidade de travar uma pequena guerra, Bastable concorda em seguir um poderoso chefe religioso à povoação nativa, conjuntamente com os seus guerreiros, para jantar. A comida encontrava-se, no entanto, envenenada,  e numa tentativa de fuga desesperada, refugiam-se no Templo de Todos os Deuses. Atacados por uma força misteriosa, perdem a consciência.

Bastable acorda, sozinho e dorido,  com as roupas gastas, envelhecidas e apodrecidas.  Repara então que o Templo e a povoação onde se encontrava horas antes, se encontra agora em ruínas e que todos os caminhos terrestres que lhe permitiriam sair do rochedo se encontram cortados por fundas escarpas. Antes que fosse capaz de se recompor face às mudanças que observa, Bastable vê um enorme objecto voador, um dirigível inglês, que o salva e o transporta para uma impressionante e moderna cidade de Londres.

No final do século XX a tecnologia permite aos cidadãos ingleses viver com todas as comodidades e sem doenças, numa sociedade utópica que não conhece nem guerras nem vandalismos. Um mundo perfeito – assim pensa Bastable até conhecer a outra face da moeda, em que os cidadãos dos países subjugados alimentam as mordomias das grandes potências económicas e militares.

Se em Eis o Homem Michael Moorcock nos tinha apresentado um passado diferente pelos olhos de um homem moderno, em O Senhor da Guerra dos Céus descobrimos uma actualidade diferente, descrita por um homem do início do século. Ainda que o mundo se tenha desenvolvido de forma díspare, alguns dos mais relevantes acontecimentos do século são inevitáveis, mesmo com a alteração de contexto.

Livro pequeno de edição cuidada, esta é uma história curiosa não só pela forma original como nos é introduzida (supostamente estamos a ler o manuscrito deixado pelo avô do autor), como pela aventura que é vivida por Bastable e pela sociedade utópica que se torna gradualmente numa distopia. Este é um relato movimentado que toca em questões políticas e sociais da actualidade como a autonomia Vs comodidade /paz; ou a riqueza de uns às custas da pobreza de outros; ou ainda a crescente poluição resultante de um desenvolvimento frenético – ainda que tenha sido escrito em 1971 nem por isso as ideias descritas se encontram desactualizadas.

Para além de O Senhor da Guerra dos Ceús, de Michael Moorcock foram publicados, em português e pela Saída de Emergência, Eis o Homem e a série Elric. Na colecção de Ficção Científica da Europa-América podem encontrar A Cidade da Neblina Verde (City of The Beast), O Senhor das Aranhas (Lord of the Spiders) e Os Senhores do Fosso (Masters of the Pit) e pela Panorama A Escuna que Veio do Gelo (The Ice Schooner).

A Cidade dos Ossos – Cassandra Clare (As Leituras do Corvo)

- A Maldição do Anel – Os Cânticos da Valquíria - Édouard Brasey (Bela Lugosi is Dead)

- Something Wicked This Way Comes, Ray Bradbury (Der Wanderer’s Blog)

- O Terror – Arthur Machen (As leituras do corvo)

- Crónicas Vampíricas – Fúria- L. J. Smith (Bela Lugosi is Dead)

- Mucha – David Soares e Co (I Dream in Infrared)

- O Terror – Arthur Machen (Páginas Desfolhadas)

- O Senhor da Guerra dos Céus - Michael Moorcock (Páginas desfolhadas)

- Ghostgirl – A Rapariga Invisível – Tonya Hurley (Bela Lugosi is Dead)

- Os Caçadores da Lua Vermelha - Marion Zimmer Bradley (Correio do Fantástico)

Irmã de Anne e Charlote Bronte, Emily Bronte escreveu, na sua curta vida, um único livro, Wuthering Heights, conhecido em português como O Monte dos Vendavais. Em Portugal o livro conhece diversas edições, pelas editoras Relógio D’Água, Europa-América, Civilização e Dom Quixote (citando apenas algumas), chegando agora a vez da Editorial Presença.

Mr. Lockwood, habituado ao reboliço da cidade, desloca-se ao Yorkshire para uma calma temporada no campo, alugando a casa Thrushcross Grange. O seu senhorio,Heathcliff, é, no entanto, uma pessoa muito estranha, um homem de péssimos modos, que vive numa luxuosa mas mal estimada casa, que partilha com mais algumas pessoas, com as quais a ligação familiar é pouco clara a Mr. Lockwood. Curioso, Lockwood questiona a governanta sobre os moradores da casa de Heathcliff, no Monte dos Vendavais. Esta terá conhecido Heathcliff desde pequeno e narra a história que é a linha narrativa principal do livro.

Heathcliff foi encontrado e adoptado em pequeno por Mr. Earnshaw, pai de duas crianças, Catherine e Hindley. Criado como filho por Mr. Earnshaw, desenvolve-se entre ele e Catherine uma forta amizade e cumplicidade. No entanto, um ódio poderoso cresce em Hindley por Heathcliff que o vê como rival dos afectos do pai. Após a morte de Mr. Earnshaw, Hindley assume o lugar de chefe de família, tratando Heathcliff não como um irmão, mas quase como um escravo, fazendo com que este jure se vingar um dia.  Catherine cresce, tornando-se numa jovem bela, educada e saudável, mas rebelde e caprichosa acabando por se comprometer com uma rapaz de estatuto social semelhante, Edgar, também ele de mentalidade acriançada e demasiado mimado.

No compromisso entre Catherine e Edgar tudo parece iniciar-se de forma errada – Catherine apercebe-se de que os seus sentimentos por Heathcliff poderão ser algo mais do que amizade, e Edgar deixa-se manipular totalmente pelas birras de Catherine. Face ao compromisso estabelecido por Catherine, Heathcliff abandona então tudo e todos, procurando a sua própria fortuna. Anos mais tarde regressa, rico e Catherine é atormentada pela rivalidade entre o marido e o amigo de infância.

Emily Bronte criou, em O Monte dos Vendavais, uma tragédia romântica em que todas as personagens têm as suas qualidades e fraquezas – a governanta de Lockwood que terá ajudado a criar Catherine é uma linguaruda metediça que por vezes age de forma preconceituosa, mas possui um coração de manteiga; por sua vez Catherine, uma criança inteligente revela-se uma mulher caprichosa e Heathcliff torna-se num homem rancoroso que não liga aos meios que adopta para exercer a sua vingança. Emily Bronte explora o ódio, a vingança e o rancor, mas também a inocência e a amizade num romance sem heróis ou vilões absolutos.

Apesar de se tratar de um clássico O Monte dos Vendavais é de leitura relativamente rápida e mais acessível do que outros livros da mesma época e género como A Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo.

 

A semana passada a Saída de Emergência lançou um pedido de histórias que se enquadrassem no tema da antologia Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead para Doenças Excêntricas e Desacreditadas, esta semana pedem-se ilustrações, dos mais variados estilos.

Para os fãs de Stephenie Meyer, o lançamento de Danças Malditas irá realizar-se na próxima sexta, 30 de Outubro, pelas 23.30 na Sala das Colunas da LX Factory. É um lançamento, mas também uma festa de Halloween.

Finalmente, a próxima LER no Chiado terá como tema “Livros Fenómeno: Porque não consigo largar Bolaño, Larsson, Dan Brown, Meyer”. A conversa irá envolver alguns dos autores mais falados no momento e decorrerá no próximo dia 5 de Novembro, pelas 18h30, na Bertrand do Chiado.

A Nuvem de Smog e A Formiga Argentina foi um dos livros de Italo Calvino re-editados pela Teorema com nova e mais apelativa capa. Livro pequeno, é constituído pelas duas histórias indicadas no título, possuindo, no início, uma carta do autor em resposta a uma crítica no jornal relativamente a A Nuvem de Smog, onde se terá criticado a alternância de tom e o cinzento do texto.

A Nuvem de Smog é mesmo um texto cinzento, mas não no tom nem nas palavras escolhidas, antes pelo pó que envolve a cidade e o protagonista principal, num cenário melancólico e decadente. A história centra-se num jovem jornalista que aceita lugar num jornal de fortes preocupações ambientais. O seu fraco rendimento permite-lhe alugar um quarto na casa de uma mulher surda que, apesar dos esforços, não consegue expulsar todo o pó que se acumula constantemente em todos os cantos da casa: pó no cimo dos móveis, poeira densa que se acumla entre as páginas dos livros e se despega aquando da leitura, deixando as mãos pretas, que são lavadas a cada passagem:

Mas os livros, já se sabe quanta poeira absorvem: escolhia um da prateleira, mas antes de o abrir tinha de esfregá-lo com um trapo todo em volta: saía uma poera enorme! Então tornava a lavar as mãos e depois deitava-me em cima da cama a ler. Mas ao folhear o livro, não valia a pena, sentia nas pontas dos dedos aquele velo que se tornava cada vez mais macio e me estragava por completo o prazer da leitura.

Segue-se A Formiga Argentina, uma história mais pequena, que acompanha um casal que se muda para uma terriola acossada constantemente por uma praga de formigas. Vários são os métodos aplicados pelos moradores da pequena vila, desde venenos a armadilhas, mas as formigas continuam a encontrar caminho para o interior das casas:

Este livro encontra-se, para mim, bastante abaixo das minhas obras preferidas de Italo Calvino, Se numa noite de Inverno um viajante, e Barão Trepador: são interessantes, mas não cativantes. O primeiro não é apenas uma história, mas também um texto de preocupações ambientais, retratando em parte a sociedade e a vida cada vez mais cinzenta e menos saudável nas cidades industrializadas.

No cimo encontra-se um clássico, Crime e Castigo de Dostoievski, em nova edição portuguesa, pela Relógio D’Água, com tradução directamente do russo. Por alguns referidos como maçador, por outros descrito como uma obra prima, já era tempo de ler alguma coisa dos mais famosos autores russos e espero poder ler este nos próximos tempos. Esta edição parece-me cuidada mas não a teria comprado se não se tratasse de uma tradução directa.

Segue-se A Nuvem de Smog, de Italo Calvino, um livro pequeno, constituído por duas histórias, A Nuvem de Smog e a Formiga Argentina.  Italo Calvino é  o autor de dois dos meus livros favoritos: Se numa noite de Inverno, um viajante e O Barão Trepador.

A Nuvem de Smog é, no entanto, um livro bem diferente: a história que dá nome ao conjunto apresenta-nos o meio melancólico e decadente que rodeia um jovem jornalista que trabalha para um jornal de fortas preocupações ambientais. A Formiga Argentina retrata a vida de um casal após se mudarem para uma pequena vila, acossada constantemente por uma praga.

Best of Contemporary Mexican Fiction é uma colectânea bilingue que reúne histórias de 16 autores mexicanos e que pretende ser uma amostra representativa da literatura mexicana:

Readers will meet an embalmed man positioned in front of the TV, a mariachi singer suffering from mediocrity, a man’s lifelong imaginary friend, and the town prostitute whose funeral draws a crowd from the highest rungs of the social ladder.

Nomeado para o Booker Prize, The Children’s Book decorre entre a época victoriana e a Primeira Guerra Mundial. A capa despertou-me mas foi a sinopse que me fez pegar no livro.

Segue-se Fool, mais um livro de Christopher Moore, que será publicado pela Gailivro com o título Rei Lear. Este foi mais um ganho em passatempo, acompanhada de marcadores e chapeú.

Editado por Greg Bear e Martin H Greenberg, New Legends é uma Antologia de Hard Scifi onde se podem encontrar histórias de autores como Ursula le Guin, Paul McAuley, Robert Silverberg ou Poul Anderson. Greg Bear é o autor de um dos meus livros favoritos no género da ficção científica, Blood Music e Ursula le Guin dispensa apresentações. Paul McAuley, por sua vez,  é mais conhecido por Fairyland ou Pasquale’s Angel (publicado em português como A Invenção de Leonardo) e Robert Silverberg escreveu Majipoor Chronicles (publicado em português como as Crónicas de Majipoor) ou Tower of Glass (publicado em português como A Torre de Vidro).

Os dois volumes de Preacher que se encontrem na foto constituem os últimos da espectacular série que retrata um pastor americano do Texas que adquire poderes sobrenaturais, resolvendo partir numa demanda em busca de Deus, acompanhado pela namorada e pelo amigo vampiro. Ao longo da história são levantadas várias questões sociais entre as cenas de violência sangrenta: desde a hipocrisia dos devotos pecadores que todos os Domingos assistem pios à missa, aos fenómenos sociais de sucesso instantâneo, passando pelos cultos fanáticos de estupidificação. Na realidade, um dos assuntos que mais se debate é Deus e a Igreja: existe uma sociedade secreta que protege o sangue de Jesus, uma união entre um anjo e uma diabinha e um Santo dos Assassinos que arrasa tudo à sua passagem.

Finalmente, Transmetropolitan é o primeiro volume de uma série pós-ciberpunk que se centra no herói Spider Jerusalem, um jornalista que se dedica a lutar contra a corrupção e o abuso de poder dos presidentes dos Estados Unidos da América. Mais direi depois de ler.

Aqui fica um pequeno resumo dos comentários e críticas publicados esta semana :

- Flashforward, de Robert J. Sawyer (Inner Space) – este livro irá ser publicado em português pela Saída de Emergência

- Clube de sangue, de Charlaine Harris (Bela Lugosi is Dead; As Leituras do Corvo; Ler e Reflectir)

- Da Terra à Lua, de Júlio Verne (Bela Lugosi is Dead)

Lud-in-the-Mist, de Hope Mirrlees (Der Wanderer’s Blog)

- Os jogos da Fome, de Suzanne Collins (Bela Lugosi is Dead)

- A Guilda dos Mágicos, de Trudi Canavan (Bela Lugosi is Dead)

- Lavinia, de Ursula Le Guin (Der Wanderer’s Blog)

Onde foram parar os livros da Simetria? Desde da extinção da sede que ninguém os via, mas finalmente estarão disponíveis no campus IST (Taguspark) a qualquer portador do cartão de biblioteca do IST. Para mais pormenores, poderão consultar o blog do Rogério Ribeiro, I Dream in Infrared. É de destacar, ainda, a realização de conferências mensais, sendo que a primeira se realizou no dia 19 de Outubro. Só tenho pena do local – Taguspark é demasiado longe de tudo !

Não somos máquinas é o tema de uma das sessões de cinema animado francês, Decididamente animados,  que irá decorrer na fnac de Almada na próxima sexta (23.10.2009). São onze curtas metragens que se debruçam sobre a tecnologica e a sociedade moderna.

Também na FNAC, mas na de Cascais, está programado um ciclo de cinema de horror, Boca do Inferno,  a decorrer entre os dias 23 e 31 de Outubro.

No FIBDA (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora) podem assistir ao lançamento de Mucha a nova BD de David Soares, ilustrada por Osvaldo Medina e finalizado por Mário Freitas, que se enquadra no género de horror. O evento irá decorrer dia 24 pelas 15h.

Para além do lançamento irão decorrer várias conferências no FIBDA que poderão ser interessantes.

Vencedor dos prémios Arthur C. Clarke e John W. Campbell Memorial, The Child Garden basea-se num conto curto, Love Sikness que terá ganho também o prémio British SF para melhor história curta.

Em Portugal o livro foi publicado pela Clássica Editora, numa colecção dirigida por João Barreiros, um dos melhores (para mim o melhor) autores de ficção científica português, com livros como A Bondade dos EstranhosA Verdadeira Invasão dos Marcianos ou O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias. Tendo lido a edição portuguesa, reparei que peca em dois pontos importantes: a rosa na capa vermelha relaciona-se bem com a história, mas para quem não a conhece, assemelha o livro a um pegajoso romance cor-de-rosa; por outro lado, a encadernação é de baixa qualidade, e os cadernos foram-se separando durante a leitura.

Para além de The Child Garden,  de Geoff Ryman, foram também publicados em Portugal, Ar e O Guerreiro que Trazia a vida, respectivamente pela Gailivo e pela Caminho. Tendo li Ar há pouco tempo, não deixo de sentir algum paralelismo nas duas histórias: apesar de se centrarem em espectaculares avanços tecnológicos, centram-se nas relações humanas e na forma como a tecnologia pode afectar a sociedade e consequentemente os relacionamentos.

Em The Child Garden a esperança média de vida é curta, rondando os 30 anos. Em compensação, são administrados vírus aos bebés que lhes possibilitam aprender rapidamente e ter disponível um enorme volume de informação. Estes vírus recordam a nanotecnologia de se fala hoje em dia – são capazes de reparar tecidos e de actuar como sistema imunitário. No livro, os vírus modulam também comportamentos e memórias, podem ser utilizados para normalizar tendências sexuais ou pensamentos.

Ainda que envelheçam por volta dos 30 anos, graças aos vírus, estes seres humanos aprendem a falar muito mais cedo e amadurecem precocemente, escolhendo uma profissão aos 10 anos. Neste mundo de elevada capacidade tecnológica, os seres humanos sofrem as consequências de uma estrondosas descoberta que terá eliminado o cancro mas terá, também trancado as sequências genéticas. Após a cura descobriu-se que as células cancerígenas tinham um papel fundamental na manutenção da juventudade, estimulando a replicação das células saudáveis vizinhas.

Milena é uma jovem orfã que se destacou desde muito cedo por ser resistente à maioria dos vírus que são administrados aos restantes, tendo recebido, aos 10 anos uma dose demasiado forte que lhe terá retirado todas as memórias do passado. Por ser resistente, Milena nunca foi lida, ou seja,  nunca foi submetida a testes psicológicos com o objectivo de lhe corrigirem as tendências sexuais. Desta forma, mantem-se capaz de se apaixonar por uma criatura do mesmo sexo, mas de espécie diferente, um ser humano modificado geneticamente para se assemelhar a um urso, que escondida na cala da noite, canta belíssimas óperas.

Jardim de Infância explora não só as consequências da busca de uma vivência perfeita, com a descoberta da cura permanente para o cancro; como também o limite da normalização dos seres humanos, em que todos possuem as mesmas tendências e o mesmo conhecimento, tendo-se perdido a capacidade de imaginar e de criar. Em boa verdade, o livro apresenta-nos uma realidade distópica de forma suave em que as vantagens tecnológicas se tornam limitações à espécie humana, barreiras sufocantes à criatividade.

The Child Garden é daqueles livros, raros, em que não se sente a falta de outras personagens ou pontos de vista – Milena é instável e imprevista q.b. para tornar a história interessante, ainda que não tenha simpatizado totalmente com ela.

Ao contrário da foto anterior, esta é composta só por paperbacks.

Três dos livros foram-me enviados directamente pela autora Gail Z. Martin. No passatempo apenas ganhei um ARC do The Blood King, mas como a autora demorou algumas semanas a enviar, para compensar, enviou-me os paperbacks de The Blood King e Dark Haven. Todos com dedicatória !

Estes dois paperbacks são, respectivamente, os volumes 2 e 3 da série Chronicles of the Necromancer, que mistura vampiros com magos e criaturas mágicas num mundo que parece ter algumas semelhanças com a época medieval.

Segue-se Weaveworld de Clive Barker, nomeado para o World Fantasy Award. O mundo mágico que caracteriza a história dá título ao livro: tecido num tapete, onde vivem criaturas mágicas. Uma delas não vive no tapete mas ficou no mundo dos humanos como guardiã, aguardando o dia em que os da sua espécie possam voltar em segurança.

Island of the sequined love nun e You suck são dois livros de Christopher Moore, o autor do hilariante The Stupidest Angel (publicado em português como O Anjo Mais Estúpido, publicado pela Gailivro) e A Dirty Job. Os livros de Moore costumam ser leves e divertidos, com pitadas de demência refrescante, aconselhada a quem queira relaxar.

Wuthering Heights é um clássico que dispensa apresentações. Publicado em português pela Relógio D` Água, Civilização Editora, Europa-América e Dom Quixote, conhece este mês lançamento pela Editorial Presença. A edição que aqui se encontra faz parte de uma série da Penguin denominada Classics Deluxe Editions, e possui uma capa apaixonante.

Um misto entre história alternativa e ficção científica, Darwinia encontra-se entre os livros mais viciantes e estranhos que li este ano.  Lançado em Portugal pela Saída de Emergência, Darwinia apresenta-nos um início do século XIX sem Europa e sem Guerra Mundial, mas com um estranho continente habitado por monstros indescritíveis.

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