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Blogs [2] Comments
Este novo formato do blog tem somente 15 dias. Vantagens relativamente ao spaces.msn.com?
São algumas … posso começar pelo sistema de comentários que tem permitido uma maior interacção e discussão dos tópicos. Também gosto mais da formatação desta que me parece ser mais legível e perceptível.
Estatísticas são mais completas, dando uma ideia muito melhor de como aparecem por aqui. Por outro lado parece que é mais fácil encontrar o blog neste formato do que no anterior através do google…
Continuo, no entanto, a sentir falta das listagens…
15 na WordPress e vou de férias… há pois é, também tenho direito. E deixo uma pergunta para a minha ausência – têm sugestões ? acham que me devia restringir aos pequenos textos de opinião? (ops, duas perguntas)
Boas férias para quem as tem, quem não tem… bom trabalho
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Literatura 1 Comment
Já choraram num livro? Eu nunca tinha… Já tinha ficado sentida ou tocada por algo escrito… Qual não é o meu espanto quando nas últimas páginas vejo os meus olhos invadidos por nevoeiro… Ops, não era nevoeiro, era água salgada.
A capa ou o título fazem-nos pensar num romance lamechas, cor-de-rosa… Desenganem-se. Never Let Me Go, é um livro de Ficção Científica (e desenganem-se outra vez, FC não são só, nem maioritariamente navesinhas star treck com tripulações de orelhas em bico)
O autor, Kazuo Ishiguro, como um dos 20 “Best of Young British Writers” de 1983, ganhou ou foi proposto para vários prémios, entre os quais se destaca o Booker Prize para The Remains of the day (1989).
Some Spoilers ahead (os mínimos… :S )
Em Never Let Me Go (2005), não se simpatiza com as personagens – não por serem perfeitas ou ideais, mas pelo conjunto de feitos difíceis, manias e psicoses com as quais facilmente se embirra. Existe ainda, uma certa frieza na narração que não facilita a empatia.
O livro relata a história dos alunos de uma instituição – mas não são alunos quaisquer. São crianças sem pai, sem mãe que já se sabem diferentes dos seus educadores e de destinos traçados. As influências externas são controladas, assim como a informação, de tal modo que os alunos sabem, mas não sabem – talvez pelo medo do que possam descobrir, não tentam ser esclarecidas. Estimulados criativamente, de vez em quando aparece uma Madame misteriosa que escolhe de entre os melhores trabalhos. Porquê? Para quê? várias teorias surgem. Teorias mais ou menos levadas a sério que se desenvolvem com as crianças. Estas, embora criativas e inteligentes, permanecem sempre agarradas à comodidade presente, conformando-se com o seu destino e raramente se questionando verdadeiramente sobre alternativas. Outro ponto irritante é esta passividade, esta impotência auto-imposta como se a rebeldia humana lhes tivesse sido sugada. Irritante, mas que consegue manter o leitor em expectativa apesar do tom da narração – há algo que puxa permanentemente até às páginas seguintes… até um final implacável…
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Cinema Leave a Comment
A história, que nos remete para o século XVIII, centra-se em dois amigos (Jo e Choi) que teriam sido treinados no exército Sword in the Moon, uma força destinada a proteger a capital e as fronteiras. Esses dois amigos veem-se destacados para diferentes lugares, encontrando-se mais tarde em lados opostos de uma revolução que teria como objectivo depor o imperador.
Com o novo imperador inicia-se uma vaga de assassinatos que têm como alvo os oficiais de topo. Choi é incumbido de parar o assasino e aí descobre que o amigo sobreviveu.
Este é o primeiro épico coreano de grande orçamento – um filme destacado em Cannes 2004 por ter aberto a Selecção Oficial. Com cerca de 1450 figurantes, um guarda-roupa interessante, um ambiente bem montado (embora muito aquém de filmes asiáticos como Hero), e com bastantes batalhas onde não faltam as cabeças cortadas e os membros decepados; o que falha neste filme é a caracterização das personagens – os diálogos convincentes rareiam, os flashbacks são constantes numa tentativa demasiado inocente de nos fazer simpatizar com a amizade entre os dois guerreiros.
Embora seja um filme interessante, pouco mais é que medíocre quando comparado com outros filmes asiáticos do género.
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Actualidade,
Tecnologia [4] Comments
Parece que por erro, as listagens da FCT relativamente às bolsas de investigação saíram mais cedo… ou melhor… alguém conseguiu aceder e distribuir!!! (notícia completa no Público).
Uma falha no sistema informático da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) permitiu o acesso às listas dos candidatos aos concursos para bolsas de investigação científica. As listas contêm a ordenação dos candidatos por área, tal como foram seriados pelos painéis de avaliação, e foram colocadas on-line no endereço
Só que , parece que existem erros graves nas classificações dos bolseiros … o que deixa mais tempo para os lesados se queixarem à FCT, no meio da confusão instaurada na Fundação.
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Actualidade,
Ensino [7] Comments
Não, não me estou a referir à má-educação vigente no dia-a-dia e cada vez mais comum… estou mesmo a referiri à educação (ou falta dela) nas escolas.
Estamos na época do facilitismo – ai ai que as criancinhas não entendem linguagem complicada, ai ai que isto lhes cansa a cabecinha, ai ai que isto é pouco pedagógico.
E os resultados estão à vista. Jovens com 14/15 anos que não leem – gaguejam; e para os quais os mais simples textos estão cobertos de palavras difíceis. Crianças saídas da primária que não somam sem calculadora, ou sem utilizar os dedos.
Depois verifica-se que em vez de tentar elevar a capacidade cognitiva dos alunos, ou o conhecimento , baixam-se os padrões e o nível dos objectivos.
A culpa é … da matéria, que não é divertida. Não, não o critério não é a matéria ser interessante, ou que os professores tentem criar alguma empatia e interesse, não. O problema é que a matéria não é divertida. Sim, porque na vida tudo é uma brincadeira, vai-se a escola para brincar, trabalha-se porque é divertido…
Atribuída a culpa, procura-se uma solução… se não sabem escrever e têm dificuldades em aprender… bem… ao menos cruzes devem conseguir por??? (Um dia destes se calhar nem isso)
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Cinema Leave a Comment
Em The New World vemos retratadas uma das primeiras expedições colonizadoras inglesas, nomeadamente a que originou a famosa história de John Smith e Pocahontas.
Esta tem sido exageradamente romanceada ao longo de várias versões, e talvez mesmo a versão orignal do próprio John Smith estivesse já excessiva. Ferido por uma explosão, John Smith deixou a colónia e a Pocahontas foi dito que tinha morrido. Vivendo na colónia, inicialmente como refém, Pocahontas casa-se com John Rolfe, e o seu papel preponderante na fixação da colónia, leva-a a conhcer o Rei James I em Inglaterra. No retorno, Pocahontas, não resistiu à viagem.
Nesta nova versão, a história assemelha-se mais à original, com uma gravação fora do comum e espaço para a espiritualidade e as reflexões semi-filosóficas. Embora com uma banda sonora interessante, penso nem sempre estar enquadrada realçando-se um piano pouco consistente nas primeiras cenas. Por último fica a minha dúvida se era suposto Colin Farrell ser tão impassível nalguns dos momentos, pois, para mim, isso deu-me uma sensação de estranheza nalguns episódios.
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Literatura Leave a Comment
Esta obra remete-nos para o ano de 1666 que segundo uma citação na Bíblia, seria o ano do Fim do Mundo.
Aqui é que está a sabedoria: Quem tiver inteligência calcule o número da fera, pois é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.
In Revelação 13:16-18
Wisdom is needed here; one who understands can calculate the number of the beast, for it is a number that stands for a person. His number is six hundred and sixty-six.
In Revelation 13:16-18
Convictos nas estranhas coincidências matemáticas e nos acontecimentos estranhos envolvendo o ano de 1666, a loucura instaura-se.
A personagem principal, Baldassare, viúvo genovês respeitado, reage cepticamente. No entanto com o decorrer do ano, vai sendo ele também contagiado pela euforia envolvente na sua viagem pelo mundo para recuperar um livro que só por breves instantes esteve nas suas mãos – O Centésimo Nome, que supostamente conteria o verdadeiro nome de Deus, permitindo ao seu dono, façanhas incríveis.
Bem escrito, de maneira simples mas não vulgar, o Périplo de Baldassare lança-nos numa viagem pelo mundo de 1666, apresentando-nos os hábitos e maneiras dos diversos povos. Mas não só, como boatos e superstições podem abalar a rotina e como as pessoas se deixam facilmente levar pelos ânimos e euforia rodeantes.
E será que vem a caminho uma nova era de telemóveis?
Após seguir um link no slashdot, descobri esta coisa linda que permite não so falar e ouvir, mas sentir e cheirar. Pequeno , portátil e bonito… Para quando e quanto?

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Pensamentos [2] Comments
Os casos sucedem-se nos subterrâneos de Lisboa – doidos, malucos ou desesperados – ou será tudo o mesmo? a doideira um estado da mente sã ou um padrão de quem olha para quem parece não se enquadrar na realidade esquematizada? Vemos, mas não olhamos para o que se nos depara – um censor mais ou menos inconsciente… Ali continua alguém, no chão, que por magia se torna invisível a quem passa. Cidade de truques e de troças, cheia de cartolas vazias onde proliferam as cartas sem manga. Artimanhas incompletas que somente esperam a presa, numa caçada desigual à tartaruga sem carapaça.
Mas voltemos à realidade… àquela que existe mesmo que não olhemos, aquela que fica para lá da nossa armadura egoista - muitas vezes a pena é apenas o crescer de um sentimento de culpa que não queremos transportar. Quando olhamos de verdade vêem-se pormenores que nos fazem pensar na vida que existiu por detrás daquelas rugas ou daquela tatuagem amarrotada que ainda adorna um braço. Vida que existe ou … que existiu? Nostalgia? Esperança? Será isso que ainda dá brilho àqueles olhos? Ou simplesmente o estar vivo? Jovens que querem ser velhos, velhos que querem ser jovens – acabam ambos por não aproveitar as vantagens em ser o que se é.
E é por coisas destas que do título do blog faz parte a palavra rascunhos.
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Saúde,
Tecnologia Leave a Comment
É “engraçado” ver a quantidade de publicidade em torno destas células e a mediatização que alcançaram na população comum que lê os jornais.
As células estaminais foram colocadas num pedestal como The Next Big Thing que irá curar todos os males da humanidade – o cancro, o envelhecimento, quiçá um dia as dores de cabeça e as verrugas.
Por um lado é bom, ler a quantidade de dinheiro que é disponibilizado para a ciência (notícia completa no Público)
Segundo o comissário europeu da Investigação, Janez Potocnik, as verbas comunitárias destinadas à investigação nesta área representam 0,4 por cento da verba destinada à saúde no âmbito do programa quadro para os próximos sete anos (6050 milhões de euros).
Também é notável que sejam postas algumas barreiras quanto ao uso da tecnologia para possíveis caprichos (embora provavelmente mais por ignorância que por bom senso)
De fora do financiamento comunitário ficam a clonagem humana com fins reprodutivos, a investigação para modificar a herança genética dos seres humanos e a criação de embriões unicamente com fins de investigação ou para conseguir células estaminais.
Felizmente, nalguns países podem ser usados embriões extra-numerários (como sejam os excedentes nos processos de fertilização in vitro, que após uma gravidez bem sucedida, lhes resta apenas definhar num congelador).
Mas uma coisa que me assusta são os comités que vão ficar responsáveis pela análise dos projectos. Isto porque consta por aí que nos comités da EU a validade científica é apenas um de quatro factores a ter em conta, valendo apenas cerca de 25% para a aprovação.
Outra coisa que me assusta é a desvalorização de outros ramos da ciência que poderiam contribuir grandemente para a cura de cancros ou descortinar o processo de envelhecimento, que por não estarem envoltos na mesma máquina publicitária, se encontram na obscuridade… E os fundos continuam a ir para uma área de investigação tão cheia de burlas e falsas descobertas aumentadas para chamar o dinheiro dos contribuintes…
Oh Well!
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Actualidade Leave a Comment
O acesso gratuito ao Diário da República. Já que não podemos alegar desconhecimento das leis ou da sua alteração, ao menos que não se tenha de pagar para se ser informado… pelo menos para quem tem net…
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Cinema [4] Comments
Baseado num polémico best-seller que tem torrado o cérebro a muita gente, o filme Da Vinci Code foi um dos mais esperados do século. Esperava um thriller que prometia ser movimentado e algo de jeito dentro do género, mesmo para os não seguidores de Dan Brown.
Talvez para não desiludir, o filme não é uma adaptação – é basicamente o livro cortado, resultando numa salgalhada de monólogos debitadores de informação, que não transmite o sentido de urgência. E é assim que o espectador é envolvido num forte sentido de irrealidade (ou pelo menos eu fui) – falta a dose de adaptação necessária para a mudança de formato. Por outro lado, Tom Hanks parecia-me tudo menos adequado ao papel. De realçar, no entanto, o papel do velhotinho que parece estar na berra (Ian McKellen)
Embirração? pode ser – de certeza que não ajudou ter esperado mais de meia hora dentro da sala de cinema, pelo início do filme; e ainda ter sofrido um enorme intervalo no meio.
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Cinema Leave a Comment
Em 1994, nacionalistas extremistas Hutu terão sido os responsáveis pela queda do avião que transportava o presidente de Rwanda. Inicia-se nessa altura um planeado assassínio em massa dos Tutsi, que se refugiam em estádios de futebol ou edifícios.
Um desses refúgios é a Escola Técnica Nacional, onde se encontra um grupo de militares da ONU, cuja função é monitorizar a paz – não podem impor a ordem e apenas disparam se se virem como alvo. Barricados e rodeados por milícias armadas de catanas, na escola encontram-se também um padre e um professor em missão que se envolvem emocionalmente, revoltando-se contra a inércia das forças militares. Estas no entanto, apenas cumprem ordens superiores, resultantes de uma política de interesses que não vê vantagens em intervir e que se nega a rotular a situação de genocídio.
Embora o título em Portugues faça jus à situação, o título em inglês encontra-se carregado de ironia revoltada. Ao longo do filme somos confrontados não só com a crueldade de que o ser humano é capaz, mas também com os actos altruístas de quem assiste impassível ao extermínio – no entanto, mesmo os mais altruistas são humanos.
Um filme impressionante e marcante que não poupa os espectadores a cenários chocantes e macabros que fazem parte da realidade de uma carnificina animalesca.
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Literatura Leave a Comment
Este romance histórico pretende retratar a vida de Giordano Bruno – um filósofo, matemático, astrólogo e astrónomo italiano que ficou conhecido pelas suas técnicas de mnemónica que possibilitavam captar maior quantidade de informação; e por considerar a possibilidade de vida extrerrestre e de outros mundos para além do nosso sistema planetário.
A sua carreira terminou na fogueira, como era usual com as mentes brilhantes do seu tempo, mas antes Giordano Bruno viveu em vários países para fugir à perseguição da inquisição e ao ostracismo.
Uma personagem histórica interessante que poderia ter originado um romance histórico sublime. Não é o caso.
A autora consegue impregnar todas as acções do livro com uma aborrecida monotomia, resultando numa biografia descritiva com episódios pessoais mal encaixados.
A informação sobre as personagens e a época realmente transborda do livro, mas quando não ajuda no desenrolar da história torna-se um mero obstáculo.
Enfim, uma desilusão, que faz parte da curta lista de livros não terminados.
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Actualidade,
Pensamentos [3] Comments
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Cinema [2] Comments
Vencedor de vários prémios, entre os quais se contam 4 em Cannes, Me, You and Everybody We Know, introduz-nos no dia-a-dia de pessoas solitárias que parecem reagir de estranha forma para se distinguirem de alguma maneira no meio da imensidão. Pelo meio existe alguma incapacidade de comunição e de se fazerem entender - algo que é extremamente actual.
Entre as personagens destacam-se uma artista que tenta promover o seu trabalho, e se vai mantendo guiando um taxi para idosos; um empregado de sapataria, recém-divorciado que queimou voluntariamente a mão numa tentativa frustada de quebrar a apatia envolvente e de ser reparado; e os filhos deste empregado que apresentam alguns comportamentos disformes.
Aliás, comportamentos inapropriados é o que não falta, mas o filme está lindo para quem tiver a paciência para o ver. Apesar de alguns momentos mais parados, e sem grandes dramatirmos consegue transmitir muito sem serem necessárias palavras inúteis.
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Literatura [3] Comments
De título estranho, este livro de Richard Zimler remete-nos para o Portugal do século XIX, entre a Inquisição recém-terminada e as invações Napoleónicas.
John Zarco Stewart é um rapaz meio judeu, meio cristão, meio irlandes, meio portugues que vai sofrendo sucessivas perdas deixando-se vencer pela doença – até ser curado por um escravo liberto (Midnight) que se torna o seu melhor amigo.
Durante a história acompanhamos John, e o confronto da sua inocência e bom carácter com o lado desumano dos que o rodeiam. As relações de amizade e de amor, aqui, nunca são lineares – há sempre segredos não revelados que influenciam o decorrer dos acontecimentos e que vão sendo escondidos de John.
Uma história marcante escrita de forma fluída que se envolve em várias temáticas importantes da época
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Tecnologia Leave a Comment
O crescente medo face a possível terrorismo tem atingido proporções estúpidas, levando a adopção de medidas ainda mais estúpidas que embora para nada serviam, enchem os olhos dos fanáticos pela segurança. Estas medidas afectam o dia-a-dia das pessoas em coisas tão banais como ouvir música no Reino Unido.
Outra medida que pode ser adicionada à lista das coisas que não passam na cabeça de ninguém (só de americanos) é uma lei que impede a deslocação de cientistas americanos a Cuba, mesmo por razões científicas. Razão – medo que tal favoreça as organizações terroristas… Agora digam, “estamo” ou “não estamos” paranóicos??
Como o acesso à Science não é geral, transcrevo aqui as partes que me parecem mais relevantes para perceber a questão
Beginning next month, Florida researchers won’t be able to travel to Cuba to carry out any studies. Although the United States allows such interactions, the state has banned faculty members at Florida’s public universities from having any contact with the island nation under a law enacted last week. (…)
“Florida’s taxpayers don’t want to see their resources being used to support or subsidize terrorist regimes at a time when America is fighting a war on terror,” says David Rivera, a Republican Cuban-American state legislator who introduced the bill. (…)
“There’s also the danger of U.S. scholars being used by the Cuban government for propaganda,” he says, echoing one of Rivera’s arguments in support of the legislation.
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Actualidade [11] Comments
Só para deixar um link de um texto que achei muito jeitoso sobre o jornalismo de hoje em dia.
O jornal serve para informar sobre o mundo, não sobre a vizinha da porta do lado. Quando leio uma notícia quero ficar com a informação sobre o assunto não com uma imagem nublada e inexacta. Queria poder ler e acreditar - o que cada vez menos é possível face ao crescente sensacionalismo e às frases tendenciosas…
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Saúde,
Tecnologia [5] Comments
Uma das principais razões pela qual estou contra a venda de fármacos em qualquer local que não a farmácia é muito simples – a auto-medicamentação.
Quantas vezes já ouvi muito boa gente a recomendar medicamentos a outrém mal sabendo sequer o nome do que estão a recomendar? Ou a política do “se isto te faz bem a ti, também me faz a mim?”
E não me venham com a história de que existem medicamentos incólumes ou de propriedades exclusivamente benéficas… alguém conhece algum?? É que até as aspirinas pioram qualquer lesão no estomago e interferem com os medicamentos do coração…
Ah já agora deixo o propósito do texto – uma notícia no Público
O paracetamol, a substância activa de vários medicamentos antipiréticos (para baixar a febre) e analgésicos (para as dores), que são os fármacos isentos de receita médica mais vendidos em Portugal, pode causar problemas no fígado, mesmo quando tomado na dose recomendada, revela um estudo do “Journal of the American Medical Association” (JAMA).