Título estranho, premissa ainda mais estranha – resultado hilariante.
Rodando em torno de Nick Nayor, porta-voz da associação tabaqueira, um intermediário entre dois sectores da sociedade, como ele próprio se designa, a história desenrola-se no modo como os vários lobbies são explorados – tabaco, alcóol e armas.
O que será que tem mais valor numa discussão pública? Convencer o adversário a mudar de opinião, ou convencer a audiência da inexactidão do parecer antagonista? Esta é a base da manipulação de Nick, que ao processar a informação de modo diferente, persuade a população americana a não se insurgir contra o tabaco.
Por outro lado, Joey, filho de Nick, acompanha-o em parte do seu trabalho e vendo no pai um modelo a seguir, capta o raciocínio preverso que é necessário estabelecer. Assistimos ao propagar da política manobradora.
Uma sátira ao mundo da informação e da manipulação através dos media, com críticas interessantes e actuais, o filme tem várias facetas – politicamente incorrecto, moralmente reprovável, uma crítica mordaz e inteligente ao modo como as populações se deixam manobrar. Em suma- assustador.
Adaptado a partir do famoso romance de Patrick Suskind, Perfume (que se encontra ainda à espera de ser lido, numa das minhas prateleiras), o filme transporta-nos até à cidade de Paris no século XVIII, época onde abundavam todos os cheiros imagináveis e inimagináveis – o cheiro a podre ou a estagnado confunde-se com o dos dejectos deitados à rua, enquanto os mais sublimes perfumes das damas se elevam por breves momentos.
Retratando os primórdios da carreira de agende secreto 007, o filme começa com seguidas e variadas cenas de acção – assassínio frio, pancadaria, e uma excelente cena de perseguição. Bond, James Bond, segue o rasto de um bombista até aos financiadores do crime organizado.
Editado em Portugal com o nome Lenho Negro, neste segundo volume do ciclo, a história prossegue com o relato alternado das duas épocas – Murrau envelheceu alguns anos, e Murdo tem um filho que será aqui a personagem principal, Duncan.
Partindo de um trocadilho entre aviões e planos de existência Ursula K. Le Guin, chega ao pressuposto de que será possível deambular entre planos de existência, se estivermos num aeroporto, à espera de um avião. Para tal podem ser necessárias certas condições como sentir tédio, ansiedade ou stress.
A narrativa tem início no final do século XIX, em 1899, descrevendo o ritual de uma sociedade secreta aquando da passagem de Murray a um círculo mais interno. Somos, depois, remetidos para a época das crusadas, para a família de Murdo, cujo pai e irmãos mais velhos partem para a Terra Santa em busca da absolvição divina. Mais novo, foi obrigado a permanecer em casa juntamente com a mãe, tomando conta dos afazeres e dos negócios familiares durante um par de anos. Até que o azar se abate, e Murdo é obrigado a partir em busca do pai.
Jame Gleick, licenciado em Harvard, tem escrito vários ensaios e livros sobre ciência, trabalhando não só no desenvolvimento de software, como num jornal semanal de Minneapolis.
Resultado da adaptação de um livro de PD James com o mesmo título, o filme retrata a colapso da nossa civilização, após a destruição das principais capitais – a Humanidade encontra-se estéril e com a fertilidade perdeu-se a esperança e o futuro.
Publicado em Setembro de 2001, a obra recebeu o Booker Prize de 2002, tendo-se tornado dos livros mais conhecidos ao qual foi atribuído o prémio mais importante da língua inglesa. No entanto, a escolha não foi acolhida sem polémica, pois a premissa principal já teria sido usado num outro livro, Max e os Felinos, de Scliar (um autor brasileiro) no qual um refugiado alemão atravessa o Oceano Atlântico num barco partilhado com um Jaguar.
Perseguindo o sonho de ser jornalista numa grande cidade, quiçá no NYTimes, Andry Sachs segue a esperança até à cidade, mas o melhor emprego que encontra é o lugar de assistente numa conhecídissima revista de moda. Sem o desejar e sem pertencer ao esplendor que a rodeia, acaba por parar num trabalho pelo qual inúmeras seriam capazes de matar – frase proferida ad infinitum ao longo de toda a história.