Filmes do Ano

Começando pelo filme português que me surpreendeu positivamente, Coisa Ruim. Se há filme capaz de me quebrar o preconceito contra a produção nacional, é este. Apesar do receio inicial em vê-lo, revelou-se um dos melhores filmes de suspense que já vi. Há quem aponte o final como um defeito… mas até agora ninguém me disse que o filme não prestava.

De seguida, de referir dois filmes, que não sendo deste ano, apenas tive oportunidade de os ver há pouco tempo – Kill Bill 1 e 2. Se o primeiro alturas houve em que fez lembrar Anime, o segundo possui um aspecto visual mais negro. Fiquei fascinada não só por cada um dos filmes, como pelo conjunto formado pelo par.

Breakfast at Tiffanys foi o clássico do ano, um filme sem idade, gravado numa altura aurea em que não eram necessários efeitos especiais para fazer dos filmes eternos.

Sendo La Vita è Bella um dos meus filmes preferidos, La Tigre e La Neve não me poderia ter deixado indiferente. Embora muito aquém do primeiro, o segundo consegue manter alguma da magia e do encanto característicos de A vida é bela.

The Chumrcrubber foi outros dos inúmeros filmes que se revelou muito diferente da ideia passada pelo Trailler. De banal tem pouco e é uma sátira negra à sociedade americana, ao quanto se descuram as relações pelo eterno jogo de aparências.

Com uma banda sonora espectacular, ficou-me Miss Little Sunshine, que consideraria um dos melhores filmes do ano – para ficar na memória e deixar um sorriso a cada lembrança.

Existem ainda outros filmes dignos de referência como Manuale d’Amore, The Big White ou Hard Candy.

E aqui fica a minha listagem de filmes do Ano! Claro que me esqueci de alguns, até porque não tenho uma ideia de todos os que vi… :)

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The Grail Quest Series – Bernard Cornwell

Thomas de Hookton, resultado de uma relação entre um padre misterioso com a governanta, foge do futuro eclesiástico quando a vila onde vive é atacada por uma excursão francesa. No meio da carnificina descobre a sua verdadeira vocação, a de ser arqueiro. Apesar de letrado, não pensa mais em seguir os estudos e somente em partir para a guerra. Pensa deixar a sua anterior vida, mas a desconhecida história familiar persegue-o e fá-lo mudar de rumo.

E assim se inicia mais uma trilogia em que as guerras são intercaladas com a busca do Santo Graal. Mas desta vez, nem os cavaleiros da Távola Redonda, nem Avalon fazem parte do palco principal. Aqui, a história decorre entre Inglaterra e França, numa época em que o Papá possuía a supremacia e a Inquisição todos atormentava.

A descrição das estratégias ou das excursões é algo que valorizo nos livros de Bernard Cornwell, e embora o ritmo não seja frenético, é o suficiente para manter o interesse. Excepto… quando o autor inicia as descrições amorosas para as quais não parece ter grande capacidade. As cenas parecem sempre superficiais ou irreais. Felizmente, não são muito comuns tais paragens.

Comparando com outros autores do género, como Stephen Lawhead, Cornwell tem as batalhas a seu favor, mas perde quanto à caracterização das personagens.

Animal

Este filme francês, filmado em Portugal, parte do pressuposto de que a violênca não só tem origem genética, como é possível controlá-la. Esta é a hipótese do biólogo molecular, Thomas que pensa ter descoberto uma espécie de cura para a agressividade. Após testes bem sucedidos em lobos, resolve testar o tratamento em Humanos, e nada melhor que usar como cobaia, um perigoso e enclausurado Serial Killer, papel interpretado por Diogo Infante.

Cientificamente, o filme felizmente omite pormenores técnicos e mesmo a maioria dos teóricos, não havendo necessidade de cair em incorrecções em meia dúzias de frases de aspecto erudito, mas de conteúdo erróneo. Consegue fugir assim ao ridículo em que caem vários filmes que resolvem atolar-se em conceitos que não conseguem transmitir.

Diogo Infante como psicopata não convence o espectador, mas consegue ter uma prestação melhor que os seus colegas. Embora com o desenvolvimento da história tomemos percepção de relações diferentes entre as personagens, não faltam as partes expectáveis. Falta algum conteúdo à história, e há vários momentos vazios.

Em suma, o filme não me satisfez e não me captou o suficiente para o conseguir ver todo de seguida.

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Fool’s Errand – The Tawny Man – Robin Hobb

Fitz cresceu como bastardo real na corte, possuindo dois importantes dons. Um deles, a capacidade de poder estabelecer uma forte ligação com alguns animais, leva à perseguição dos que o possuem por ciúme – os que o possuem são enforcados, esquartejados e queimados.
Alvo de semelhante perseguição, terá morrido numa missão e tornado à vida com a ajuda de Nighteyes, o lobo que o acompanha. Passa então a viver singelamente, caçando e vivendo da sua horta, cuidando de um bebé abandonado, Hap. Mas o tempo passa, e a solidão até aí abençoada, torna-se um impecilho na hora de procurar alguém que aceite o seu protegido como aprendiz. Nesta altura o inevitável acontece e o passado bate-lhe à porta.

O primeiro volume de uma trilogia, com uma premissa engraçada, poderia ter-se tornado algo muito mais interessante, não fora a história demorar várias, demasiadas páginas, até arrancar. A acção perde-se, com agonias, rancores, e arrependimentos do heroi, com explicações demasiado alongadas da história precendente que constitui uma outra trilogia.
Tais explicações poderiam ter sido dadas resumidamente, explicando o necessário. Mas não. Fala-se muito dos mesmos acontecimentos, mas repetitivamente, e o ritmo é constantemente quebrado pela personagem eternamente preocupada e traumatizada. Assim se perdem 300 páginas com nada de concreto.

Quando finalmente a história arranca, apetece apagar da mente a tortura da primeira parte, e nesta fase a história consegue tornar-se simpática e até envolvente – a personagem principal evolui e o ritmo toma conta da narrativa.

Deixando de lado a parte introdutória, a história está engraçadita – no entanto, nada de especial, nada de inesquecível.

The Mystic Rose – The Celtic Crusades – Stephen Lawhead

E a história continua em paralelo, em ambos os tempos – Murdo viaja com as filhas para os locais de aventura da sua juventude, mas não espera encontrar o Comandante dos Cavaleiros Templários que o fere mortalmente aos olhos da sua filha, Cait. Esta terá jurado não vingar a morte do pai, mas segue os seus impulsos, descobrundo uma carta que a irá lançar na busca de outra relíquia cristã.

Também a história de Murray continua, com o aparecimento do fantasma de um amigo querido, também membro da ordem secreta.

No volume final do ciclo, voltamos ao ambiente mais movimentado, que prende mais eficazmente o leitor. As paragens existem, mas são suficientemente curtas. A religião continua presente, mais neste livro, não pela exaltação da Igreja (muito pelo contrário), mas na busca incessante do caminho da luz. Uma religiosidade que no final é um tanto ou quanto exagerada, um dos pontos negativos no livro para mim. Mas o final não se caracteriza só por este facto, mas também por parecer apressado, deixando pontas soltas por resolver. Com o desenrolar da história de Murray, descura-se a história mais antiga.

Talvez por se ir perdendo todo o facto “de novidade” ao longo da trilogia, consideraria que o melhor é o primeiro.

Nota – este é o terceiro volume do ciclo, precedido por The Iron Lance e The Black Rood

Hurt – Johnny Cash

Hurt – Johnny Cash

Não costumo deixar links para vídeos. Ainda por cima, neste caso, não é o vídeo que tem o maior interesse, mas a conjunção da voz com a letra… Sim, estou viciada. Sim, estou a ouvir esta música várias vezes seguidas. Há-de passar.

I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that’s real

(…)

if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way

Existe também uma interessante versão por Nine Inch Nails

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Por Água Abaixo – Flushed Away

Da cooperação entre a Dreamworks (Shrek, e Madagascar) e a Aardman (A Fuga das Galinhas , Wallace & Gromit), chega-nos este filme de animação muito engraçado, mas muito aquém dos melhores trabalhos de ambas.

Família vai de férias e Roddy aproveita toda a casa só para si, até que a sua comodidade é ameaçada pela intromissão de um rato de esgoto. Tenta fazê-lo retornar, mas acaba por ser ele a ir, água abaixo. Perdido, tudo faz para retornar ao mundo de cima.

De realçar as diferenças existentes entre o trailler e o filme em si, em que metade das cenas além de não aparecerem , possuem um contexto diferente. Se no trailler Roddy é um rato de alta sociedade rodeado de empregados para o servir, no filme vive solitariamente numa rica gaiola. Esta diferença provavelmente terá beneficiado a história e ajudado a simpatizar com a personagem.

Simpatiza-se com as personagens, adoram-se as larvas responsáveis pela banda sonora e pela comédia fofa/idiota; mas é um filme de animação simples que pouco ou nada traz de novo. Engraçadito para passar uma hora divertida.

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Black Swan Green – David Mitchell

Formado em Literatura Inglesa e Americana, professor de Ingles em Hiroshima, Japão, durante oito anos, David Mitchell escreveu 4 livros, dois dos quais se tornaram finalistas do prémio Booker Prize: Number9dream e Cloud Atlas. O último Black Swan Green, de 2006 foi também referenciado para a lista do Booker Prize, apesar de não se encontrar entre os finalistas.

Neste livro, assistimos à passagem da infância à adolescência de um rapaz de 13 anos, Jason Taylor, que segundo ele vive na mais vulgar e aborrecida vila de Inglaterra. O ano é 1982, e durante 13 meses seguimos o período de grandes mudanças – físicas, psicológicas e não só. Irmão mais novo, gago e inseguro, Jason debate-se para não ser martirizado pelos colegas brigões. Como pano de fundo à história principal, temos a face rural de Inglaterra que se debate com o alto desemprego quando a Guerra Fria era uma realidade.

Apesar de não ter achado a escrita facilmente assimilável numa primeira impressão, passadas poucas páginas, a leitura flui. Com um estilo próprio, David Mitchell parece dominar bem o que escreve, não se perdendo em episódios sem importância.

No entanto, talvez por não ter simpatizado ou me ter identificado com as dúvidas existenciais de Jason Taylor (embora tenha apreciado o clima em torno da história principal), não foi um livro que me tivesse cativado.

Mais informações sobre o autor

Quantos serão necessários ? Farewell!

Considerada há muito em extinção, esta espécie de golfinho residente na China, desencadeou a formulação de vários projectos em seu auxílio.

Fugindo da poluição e dos navios, a espécie entrou em rápido declínio com a ascenção económica da China, tendo sido criada em 1992 uma reserva para protecção da espécie. Em 1997 foram detectados apenas 13 no rio, e por volta de 2002, falou-se em transferir alguns exemplares para criação em condições artificiais.

Recentemente, foi programada uma expedição para monitorização da espécie. O resultado é o esperado: extinta.

On Wednesday, an expedition in search of any baiji, run by Chinese biologists and baiji.org, a Swiss foundation, ended empty-handed after six weeks of patrolling its onetime waters in the middle and lower stretches of the river, the baiji’s only known habitat. (…)

On Wednesday, Mr. Pfluger distributed a news release concluding that the baiji was “functionally extinct.” (Decades must pass before international scientific organizations take the formal step of declaring it officially extinct.)

(NYTimes)

Será a espécie humana como aquelas pessoas que afastam todos os amigos, até que acordam um dia e se apercebem que estão … sozinhos?

O Amor não tira férias – The Holiday

oamornaotiraferias_f.jpgO filme romântico deste Natal leva-nos a contemplar a vida amorosa de duas mulheres em lados opostos do oceano Atlântico. Embora bem sucedidas profissionalmente, a vida emocional de ambas é um desastre: Amanda em Los Angeles separa-se do marido de forma tumultuosa quando descobre que este mantém uma relação extra-conjugal; e Iris em Londres está apaixonada por um colega de trabalho prestes a casar.

Esperando afastar-se dos problemas emocionais durante a época natalícia, resolvem trocar de casa mediante informação num site.

Recém-chegada em Londres, Amanda conhece em pouco tempo o irmão de Iris, e logo inicia um tórrido e descontraído romance. Iris, por sua vez, inicia duas grandes amizades – com um velhote, produtor cinematográfico reformado e com um compositor de bandas sonoras.

Mais uma comédia romântica bem disposta e engraçada que cumpre o seu papel em entreter o público durante a hora e meia. Não demasiado fútil ou vazio comparando com alguns do género, mas não é mais do que o esperado.

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The Lady and The Unicorn – Tracy Chevalier

Embora a função principal das tapecearias na Idade Média fosse o aquecimento, devido à sua visibilidade, tornaram-se não só uma arte como um modo de ostentação dos nobres. Fabricadas muitas vezes para comemorar importantes eventos, representavam histórias quotidianas ou mitologias da época.

Um dos conjuntos mais conhecidos mundialmente é o que retrata a caça e a captura de um Unicórnio por uma jovem dama. Constituída por 7 imagens, a obra tem sido alvo de várias interpretações sobre os significados possíveis e a simbologia das expressões ou dos objectos, atribuindo-se geralmente cada imagem a um sentido.

Lady_Unicorn

É em torno desta obra de arte que se tece The Lady and The Unicorn, que tal como Rapariga com Brinco de Pérola roda em torno de uma obra do pintor de Vermeer (ambos livros de Tracy Chevalier).

Neste caso um nobre, Jean Le Viste, cuja família terá ascendido recentemente à corte real comprando o título, encomenda um conjunto de tapecearias para adornar as paredes do salão.

pintor escolhido, Nicolas des Inocents, habituado a pintar pequenos retratos de damas, vê-se perante a tarefa de reproduzir uma batalha em que figuraria o brasão do nobre. No entanto, devido às origens de Le Viste, a sua esposa Geneviève incumbe o pintor de fazer mudar o tema das tapecearias, e em vez de uma batalha, Nicolas desenha a história do unicórnio usando os modelos femininos que o rodeiam.

Nicolás é um sedutor incorrigível, que seduz a criada da casa de Le Viste e se apaixona pela filha deste, Claude. Geneviéve, por sua vez, é uma dama frustada por não ter concebido um filho varão, e na família de tecelões encontramo-nos com uma rapariga cega que tenta tornar-se imprescendível.

As histórias entrelaçam-se e a narração alterna-se, mas apesar desta multiplicidade, falta alguma dimensão às personagens, e a sensação superficial permanece durante grande parte do livro.

Menos púdico que Rapariga com Brinco de Pérola, consegui no entanto, gostar mais desta obra de Tracy Chevalier, embora nunca a enquadra-se nos melhores do género.

No final ficou um sentimento dúbio perante o livro – se por um lado existem pequensa cenas de que gostei, no geral, falta alguma coerência e sentido de realidade. Embora seja uma obra ficcional, Tracy Chevalier parece-me não ter sido capaz de criar um enquadramento que captasse o leitor.

The Illusionist – O Ilusionista

Capacidades extravagantes surgem num jovem humilde após encontrar um mágico errante no seu caminho – magia ou ilusão, cabe a quem vê, escolher a explicação que prefere. A sua diferença fâ-lo conhecer uma jovem de estatuto superior.

Surge a amizade, surge um amor pré-adolescente, mas as circunstânceas separam-nos para se encontrarem anos mais tarde – o jovem como ilusionista Eisenheim, a rapariga como noiva do Príncipe Leopold.

Como me tem vindo a acontecer frequentemente, também o trailler deste filme fazia antever algo singular ou pelo menos pouco usual.

A promessa de laivos de magia tenebrosa, jogos de poder dissimulados e mistério escuro quase foi cumprida na totalidade, mas foi nos momentos finais que perdeu a qualidade e todas as possibilidades de se tornar algo memorável, ao enveredar por um cliché previsível, num twist banal e decepcionante.

Uma desilusão.

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Ficção… Ou não…

Ao contrário do que se sugere repetidamente nos dias de hoje, nem sempre o fenómeno de globalização está directamente relacionado com o desaparecimendo de determinados padrões culturais ou na perda de culturas mais dispares (depreenda-se, mais afastadas do que é considerada a norma, ou a média).

Numa primeira fase, a curiosidade aleou-se à capacidade e foram notórias algumas das modificações, principalmente tecnológicas. Em termos culturais, observa-se muitas vezes o oposto – o conhecimento das restantes normais sociais em torno do globo ficam-se, em geral, pelo superficial, gerando pressupostos, preconceitos. Surge então a necessidade de afirmar a elevada moralidade que caracteriza a “nossa” cultura, de defender determinados valores não porque se conheçam os restantes, mas porque as pessoas se sentem chocadas quando confrontadas nas questões que consideram fulcrais para a sua existência mental.

Tal observa-se em famílias, credos, grupos de jovens. O indivíduo é orientado por vários factores, mas um dos determinantes é a família. E esta, transfere as suas crenças, conhecimentos à pessoa em formação. É incontornável. Relativamente às escolhas do indívuduo, ele poderá ou não tomá-las quando crescer. Esta é a transmissão compreensível, própria do desenvolvimento de um indivíduo.

Será compreensível a passagem de uma característica genética para limitar obrigatoriamente um indivíduo a uma cultura? Actualmente, parece que tal já é possível – escolher as deficiências genéticas de um filho

In other words, some parents had the painful and expensive fertility procedure for the express purpose of having children with a defective gene. It turns out that some mothers and fathers don’t view certain genetic conditions as disabilities but as a way to enter into a rich, shared culture.

(…)

“A hearing baby would be a blessing,” Ms. Duchesneau was quoted as saying. “A deaf baby would be a special blessing.”(in NYTimes)

Não sou nem nunca fui uma defensora da padronização – aprecio muito a diversidade humana, a existência de vários padrões, de vários raciocínios, de vários gostos… mas anda tudo doido, ou sou só eu que não tenho a capacidade de encaixar isto, e achar razoável?

Globalização? cheira-me que daqui a uns anitos teremos várias comunidades isoladas… e não serão só religiosas, linguísticas…

Copying Beethoven – Corrigindo Beethoven


Este é mais um dos casos em que o trailler leva a perspectivar um filme bem diferente.

Ao contrário das aparências, nao se trata de um filme cor-de-rosa que exponha um caso amoroso de um grande compositor – muito pelo contrário. Em contrapartida, acontece algo pouco usual – uma jovem rapariga é enviada como copista para ajudar a Besta (como era conhecido Beethoven). Embora inicialmente as suas funções se limitem à transcrição dos escritos, acaba por corrigir e ajudar na direcção da orquestra, aquando do primeiro concerto da 9ª Sinfonia.

Embora tenha apreciado a parte musical, o filme acabou por não me cativar e deixar algum sentimento de vazio. Como concerto, prefiro assistir ao vivo. Como filme a demasiada centralização nas duas personagens principais e nos aspectos excêntricos da personalidade de um génio, fizeram com que me parecesse faltar alguma consistência. Gostei, no entanto da interpretação de ambos os actores.

Enfim, uma opinião, muito pouco concordante com algumas das que já ouvi.

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