Animal

Este filme francês, filmado em Portugal, parte do pressuposto de que a violênca não só tem origem genética, como é possível controlá-la. Esta é a hipótese do biólogo molecular, Thomas que pensa ter descoberto uma espécie de cura para a agressividade. Após testes bem sucedidos em lobos, resolve testar o tratamento em Humanos, e nada melhor que usar como cobaia, um perigoso e enclausurado Serial Killer, papel interpretado por Diogo Infante.

Cientificamente, o filme felizmente omite pormenores técnicos e mesmo a maioria dos teóricos, não havendo necessidade de cair em incorrecções em meia dúzias de frases de aspecto erudito, mas de conteúdo erróneo. Consegue fugir assim ao ridículo em que caem vários filmes que resolvem atolar-se em conceitos que não conseguem transmitir.

Diogo Infante como psicopata não convence o espectador, mas consegue ter uma prestação melhor que os seus colegas. Embora com o desenvolvimento da história tomemos percepção de relações diferentes entre as personagens, não faltam as partes expectáveis. Falta algum conteúdo à história, e há vários momentos vazios.

Em suma, o filme não me satisfez e não me captou o suficiente para o conseguir ver todo de seguida.

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Fool’s Errand – The Tawny Man – Robin Hobb

Fitz cresceu como bastardo real na corte, possuindo dois importantes dons. Um deles, a capacidade de poder estabelecer uma forte ligação com alguns animais, leva à perseguição dos que o possuem por ciúme – os que o possuem são enforcados, esquartejados e queimados.
Alvo de semelhante perseguição, terá morrido numa missão e tornado à vida com a ajuda de Nighteyes, o lobo que o acompanha. Passa então a viver singelamente, caçando e vivendo da sua horta, cuidando de um bebé abandonado, Hap. Mas o tempo passa, e a solidão até aí abençoada, torna-se um impecilho na hora de procurar alguém que aceite o seu protegido como aprendiz. Nesta altura o inevitável acontece e o passado bate-lhe à porta.

O primeiro volume de uma trilogia, com uma premissa engraçada, poderia ter-se tornado algo muito mais interessante, não fora a história demorar várias, demasiadas páginas, até arrancar. A acção perde-se, com agonias, rancores, e arrependimentos do heroi, com explicações demasiado alongadas da história precendente que constitui uma outra trilogia.
Tais explicações poderiam ter sido dadas resumidamente, explicando o necessário. Mas não. Fala-se muito dos mesmos acontecimentos, mas repetitivamente, e o ritmo é constantemente quebrado pela personagem eternamente preocupada e traumatizada. Assim se perdem 300 páginas com nada de concreto.

Quando finalmente a história arranca, apetece apagar da mente a tortura da primeira parte, e nesta fase a história consegue tornar-se simpática e até envolvente – a personagem principal evolui e o ritmo toma conta da narrativa.

Deixando de lado a parte introdutória, a história está engraçadita – no entanto, nada de especial, nada de inesquecível.

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