Autodidacta, Jack London foi um dos primeiros escritores americanos a enriquecer exclusivamente através da escrita. A sua formação consistiu basicamente nas leituras disponíveis nas bibliotecas públicas, tendo viajado pelo Alasca em busca de fortuna, durante uma das febres do ouro que possuiu os homens da época. Igualmente marinheiro, experimentou várias ocupações e percorreu vários países.
As experiências de vida, as ideias e as leituras reflectem-se na escrita, pelo menos em O Filho Do Lobo, que decorre essencial nas terras inóspidas e geladas do Norte; terras silenciosas e desabitadas onde vários homens terão trabalhado e explorado incessantemente.
As suas ideias evolucionistas, onde se realça a vitória do mais forte são observáveis quando refere os indígenas das regiões geladas, que serão dominados pelo filho do Lobo, o homem branco de proveniência europeia. Do mesmo modo, se denota a crença nas diferentes características raciais, que afecta o percurso dos contos.
Os homens que escolhem caminhar nas regiões gélidas são normalmente corajosos e temerários, vulgarmente acompanhados por mulheres indígenas igualmente incansáveis e virtuosas; abrindo ambos caminho por entre a intempérie.
Os contos possuem no início parágrafos introdutórios destinados a integrar o leitor no ambiente e na situação. No enanto, tanto a introdução como o decorrer das histórias encontram-se carregados de moralidade e de culto homens excepcionais sem semelhantes que se aventuraram, heróis destemidos que vivem sob o regime legal da sabedoria e da racionalidade envolvente. A justiça faz-se pela comunidade.
Publicado em Portugal pela Antígona, a edição possui um longo prefácio biográfico do autor. Parte da obra pode ser lida no site da editora.
Apesar de não ter sido cativada pela narrativa, mas de até ter apreciado alguns dos contos; foi esta constante imposição de moralidade que mais me irritou, levando-me a pensar em não ler nada do autor nos próximos tempos. Enfim, não gostei.
Harrold, um aborrecido fiscal das finanças, vive cronometradamente uma rotina delineada ao milímetro. Como seria de esperar, algo interfere com os seus hábitos. Assim, numa manhã como todas as outas, uma voz começa a narrar a sua vida – os seus actos, sentimentos ou pensamentos; uma voz que só ele ouve.
Ou 
O primeiro livro que li do autor, 

Adaptação de um livro com o mesmo nome de Goffredo Parise, por Mario Martone, o filme retrata a vida conjugal de um casal italiano de meia idade.
(pode conter spoilers, mas nada que eu considere fulcral para entender ou prever o final) 

Em obras ficcionais mais recentes, lidas este ano, destacaram-se sem dúvida, The Last Light of the Sun (Guy Gavril Kay) e
Em Ficção Científica, peguei no tão falado