Julho 2007


Entusiasmada com a leitura de O Segredo do Bosque Velho, depressa adquiri outro do mesmo autor publicado pela Cavalo de Ferro – O Deserto dos Tártaros. E gostei tanto deste como do anterior, o que nem sempre é possível se um autor se colar tanto a um estilo que um segundo livro nada traz de novo. Este, no entanto, é mais sólido, mais melancólico e simultaneamente, implacável.

Num forte isolado na fronteira, a surrealidade reina e a vida parece suspensa. Os oficiais destacados eludem-se eternamente, deixando-se prender pela rotina e pela ilusão de uma idílica glória numa grande batalha. Com o tempo, a posição militar ocupa o expoente máximo da vida destes homens incapazes de admitir que não é por sua vontade que permanecem no forte. Assim, Giovanni Drogo deixa passar os melhores anos, antecipando o momento que nunca mais chega e perdendo na rotina diária, o tempo, a vontade e as perspectivas de vida.

Dada a premissa existe neste livro maior espaço para o desenvolvimento de um discurso filosófico essencilamente existencialista e talvez por isso, tenha achado O Deserto dos Tártaros mais melancólico e implacável que O Segredo do Bosque Velho, mas também mais sólido e coerente.

Maioria das vezes, não são as palavras que são ofensivas… mas o modo como se dizem
e o que pretendem transmitir.

(sim, nova secção – ás vezes dá jeito)

Sebastiano Procolo, coronel rígido, cuja saída do exército foi comemorada pelos subordinados, herda um terreno onde se encontra um bosque velho. De temperamento caústico, a sua chegada desestabiliza a harmonia quotidiana ao decidir abater as árvores para rentabilizar a herança. Mas à vida das árvores está ligada a existência dos génios que nelas habitam. Simultaneamente, Procolo, cogita planos para matar sobrinho, dono do restante bosque, e liberta o vento aprisionado, para obter um aliado.

De personalidade implacável e casmurra, Procolo envereda por caminhos dissimulados, perdendo, com a mesquinhez dos seus actos, a dignidade. Para além de Procolo, é o vento que, apesar de simples, se torna uma personagem interessante. Não necessariamente mau, mas gabarolas e convencido, é o lacaio de Procolo, executor das suas decisões, que nas horas vagas compõe belíssimos concertos utilizando o bosque como instrumento.

A magia advém não só dos vários elementos naturais personificados, mas também dos génios e dos relatos sobre a floresta, pequenos pormenores que dão vida à história. No entanto, está longe de ser um livro alegre ou despreocupado – com o lado inocente representado pelas crianças que se confronta com a implacável malícia humana; e os elementos naturais parecem fazer a ponte entre os dois extremos, espectadores que, embora pouco passivos, assistem a alguns acontecimentos de mãos atadas.

Apesar de concisa, cada momento na história se desenvolve no tempo certo, sem pressas, e em ritmo constante.  Sem uma complicação desnecessária da linguagem, mas bem escrito, adorei. No entanto, há livros, como este, em que é impossível explicar totalmente o que nos marcou. Só lendo.

Aqui está algo interessante e razoavelmente bem escrito!

Das várias teorias para a causa do envelhecimento, a do efeito dos telómeros é das mais conhecidas e comummente aceites.

Telomeres are the protective caps at the ends of chromosomes in cells. Chromosomes carry the genetic information. Telomeres are buffers. They are like the tips of shoelaces. If you lose the tips, the ends start fraying.
Telomerase is an enzyme. In cells, it restores the length of the telomeres when they get worn. As the ends of the chromosomes wear down, the telomerase comes in and builds them back up.
In humans, the thing is that as we mature, our telomeres slowly wear down

Segundo esta teoria, o encurtamento dos telómeros faria com que ocorressem danos no código genético, causando alguns dos sintomas próprios da idade. 

Ainda que, pessoalmente, acredite que o envelhecimento resulte de vários processos e não determinantemente apenas do comprimento dos telómeros, um dos aspectos fundamentais deste artigo, é, para mim, a afirmação da influência indirecta do ambiente sobre os genes – o stress levaria a um encurtamento dos telómeros

In my lab, we’re finding that psychological stress actually ages cells, which can be seen when you measure the wearing down of the tips of the chromosomes, those telomeres.
This was the first time you could clearly see cause and effect from a nongenetic influence. Genes play a role in telomerase levels, but this was not genes. This was something impacting the body that came from the outside and affecting its ability to repair itself.

We’ve been collaborating on studies looking at the telomerase levels in people who practice meditation. We are looking at whether or not telomerase changes after a three-month program of meditation.

Ahummmmmmmm