O perfeito cavaleiro tornado impecável armadura branca – perfeita, reluzente mas vazia. O que a move? a vontade, não deturpada pelos poluentes sentimentos humanos.
Assim o invólucro metálico move-se, segundo um pensamento lógico demasiado recto que não entende as excepções, de um modo irritantemente perfeccionista, cumprindo cegamente todas as regras e normas, até às últimas e ridículas consequências. Uma paródia ao cavalheirismo, aqui, em excesso.
Isenta de vida humana, a armadura sente-se superior aos seus companheiros viciosos, que por sua vez não compreendem o quadrado que caracteriza o pensamento metálico.
Da famosa trilogia de Italo Calvino apenas me falta agora um; e tanto em O Cavaleiro Inexistente como em O Barão Trepadro, o autor recorre-se a elementos semelhantes – situações impossíveis e fantásticas, sátiras e metáforas, o que resulta em O Cavaleiro Inexistente numa história mais simples mas hilariante pelo ridículo das situações.
Contada de forma rocambolesca, não achei a história tão complexa quanto a do Barão Trepador, embora em ambas o autor recorra a elementos semelhantes – situações impossíveis e fantásticas, sátiras e metáforas. As histórias de ambos os livros são bastante distintas e gostei de ambas, cada uma da sua maneira.
Agosto 6, 2008 at 10:54 pm
Qual seria a metáfora principal?
Agosto 21, 2009 at 12:49 pm
creio eu que a metafora pŕincipal e que nem todo cavaleiro é perfeito que n existe cavaleiro perfeiro
Março 23, 2009 at 1:33 pm
Italo Calvino escreve, acredito, sobretudo a respeito de humanidades, de existência e de seus significados. Conhecemos em Agilulfo um ser que é seu invólucro, e que por este se identifica, tal qual o alferes em “O Espelho”, de Machado de Assis. É interessante perceber que as identidades, em “Cavaleiro Inexistente”, transformam-se conforme as mudanças de seus objetivos, sendo a mais intermitente das personagens, Gurdulu, que se identifica, de chofre, com o que aviste ou com o que tenha contato. Todas as personagens, com exceção de Carlos Magno, ao final da obra, identificam-se de maneira diferente.
Agosto 21, 2009 at 12:48 pm
Alguem poderia me contar um resumo do livro tipo resumir a historia e citar os pontos especiais
Outubro 7, 2009 at 12:03 pm
Bom, ” O caleiro inexsistente”, de Italo Calvino é relamente uma obra intrigante e instigadora, quem ainda não a leu, que leia. Ao meu ver, a principal metafora do livro esta relacionada com as identidades e titulos tomados pelos cavaleiros daqueles tempos. Ou seja, era comum estes homens se esconderem atras de titulos de nobrezas e pseudonimos. Calvino faz ujma grande brincadeira, pois os cavaleiros acreditavam que atraves de seus nomes consagrados, passariam a ser reconhecidos e passariam a ocupar uma posiçao de destaque na Historia. No entanto, ao manter-se sob o involucro desses pseudominos e titulos, os cavaleiros perdiam sua identidade real e ao inves de serem imortalizados, passavam a ser criaturas inexsistentes. Os homens acreditam e sempre acreditaram que o que determina a sua identidade é aquilo que tem, ou seja, o poder e o dinheiro. Não, meus amigos, nos somos aquilo que se esconde por de tras de nossas mascaras, somos aquilo que se esconde por de tras de sentimentos disimulados. Diariamente, tentamos parecer algo que nao somos, vivemos nos escodendo atras de titulos e nomes, ” Eu sou o Fulano de tal, descendente dos Cicranos!” , ” Vocew sabe com quem esta falando?”. Pobres homens, Calvino ja havia percebido isso1