
Nascido no Brasil, e de ascendência portuguesa, Bartolomeu de Gusmão ou Bartolomeu Lourenço, emigrou para Portugal, onde estudou e se viria a dedicar à matemática e à física mecânica. Os conhecimentos que desenvolveu levam-no a construir várias invenções, de entre as quais um pequeno balão com a capacidade de se elevar do solo, no início do século XVIII. Constrói mais tarde a Passarola, que terá voado sobre Lisboa. As perseguições da Igreja terão levado Bartolomeu a fugir para Espanha, onde acaba por falecer.
Em Passarola Rising, é-nos contada uma história alternativa pelo irmão de Bartolomeu. Alvos das perseguições eclesiásticas fogem a bordo da Passarola para França, onde conhecem o Rei. Este, vendo as vantagens do invento voador, dá-lhes não só abrigo como importantes e perigosas missões, que os leva a percorrer terras inexploradas.
A meu ver, esta foi uma história que começou bem, pegando num episódio histórico interessante, mas que não foi bem aproveitada. Entre o fascínio da viagem aérea / descoberta e a solidão que se desenvolve, longe da civilização; há uma altura em que tudo parece rodar em torno da mesma rotina, e em que as mesmas questões são repisadas em monólogos circulares, pelo narrador da história. Sempre nostálgico e preso a bem definidos momentos do passado, a história parece entrar numa espiral, saindo de uma forma que não me convenceu de todo.
Ligeiro, um pouco engraçado… talvez, mas muito aquém de outras obras de história alternativa.
Março 25, 2008 at 9:15 pm
Olá amiga!!!
Gosto deste post e acho interessantes as tuas críticas e comentários realizados às obras seleccionadas por ti.E, claro, como não podia deixar de dizer, aprecio igualmente as tuas sugestões literárias.
Beijinhos
Alice
Março 27, 2008 at 10:41 pm
Qual é o nome do book mesmo?
Passarola… – lá está! Acho que isso influenciou a tua opinião sobre o resto do conteúdo! (numh sei – digo eu).
Vai de título numh está mau de todo (a meu ver)!
Quanto ao resto – tipo crítica literária mesmo – tipo de quem lê o livro e profere uma opinião – numh sei – numh li.
Pareceste firme na opinião que fizeste… Confio em ti vah… Desta passa…
Continuação! Muito sucesso e essas coisas todas! =P
Bj
Julho 7, 2008 at 2:20 pm
Sobre a “passarola” de Frei Bortolomeu de Gusmao ha que ler “LA FOLLE MACHINE DU FOU” extrait dos “Contes étranges” de J.S.Noronha.