Jack Dann é um prolífero autor americano, que reside há vários anos na Austrália, cujo trabalho é comparado com Jorge Luís Borges, Roald Dahl, Lewis Carrol, J.G. Ballard e Philip K. Dick. Com as suas obras foi nomeado diversas vezes para vários prémios e venceu prémios tão sonantes como World Fantasy Award (com Dreaming Down-Under) ou Nebula (com Da Vinci Rising, um conto baseado em The Memory Cathedral ou O Caderno Secreto de Leonardo).
The Memory Cathedral ou O Caderno Secreto de Leonardo, como foi publicado em Portugal pela Saída de Emergência (em dois volumes), foi vencedor do prémio Aurealis, um importante prémio australiano que data de 1995.
Em O Caderno Secreto de Leonardo seguimos um dos artistas mais misteriosos da história na sua carreira multifacetada como pintor, escultor, engenheiro, matemático, inventor, anatomista, arquitecto, botânico, músico e escritor. Ainda que todas estas facetas sejam mostradas ao longo do romance, é nas capacidades pouco realizadas de engenheiro e inventor, que Jack Dann se centra.
Aproveitando alguns anos da vida de Leonardo pouco documentados, o autor encaixa a possibilidade de uma viagem ao Oriente, onde Leonardo terá tido a oportunidade de desenvolver e aplicar algumas das suas mais espectaculares invenções, principalmente aquelas de utilidade bélica.
No início do livro conhecemos o jovem Leonardo, um jovem aprendiz, enamorado por Ginevra, a filha de um rico comerciante que vê o seu futuro enegrecido aquando da proposta de casamento de um homem muito mais velho. Para salvar a riqueza e a honra da família, afasta-se de Leonardo. Este, destroçado, tenta aproximar-se da amada, mesmo depois do casamento. A seu cargo tem um jovem, Niccolò Machiaveli, o mesmo que terá escrito, anos mais tarde, O Príncipe, e que terá cunhado o termo maquiavélico.
Leonardo ganha fama através da qualidade das suas pinturas e esculturas, tornando-se um protegido d’O Magnífico, Lorenço de Medici. Ainda que apresente os belíssimos planos para potentes armas de guerra, pessoalmente ou por carta a vários possíveis candidatos, nenhum dos mecenas o vê como um engenheiro de guerra.
Após várias conspirações, a guerra silenciosa entre os Pazzi e os Medici, rebenta em Florença aquando da morte de Giuliano Medici, irmão de Lorenço. A cidade de Florença torna-se instável, e qualquer pessoa pode ser facilmente decapitada ou aprisionada. Leonardo é assim, obrigado a deixar a cidade, levando consigo Niccolò e acompanhado por alguns artistas. Entre os persas é obrigado a desenvolver as máquinas de guerra, que serão utilizadas para combater e amedrontar o enorme exército turco.
O Caderno Secreto de Leonardo explora Da Vinci não só enquanto artista, inventor e engenheiro, mas também como Homem, capaz de ceder à fúria e ao amor, influente e influenciável.
Cada capítulo se inicia com um separador, que contém citações de vários autores, inclusive de Leonardo. Ainda que graficamente o aspecto interno seja agradável, as capas são, para mim, o ponto negativo – são bem menos atractivas ao vivo do que olhando para as imagens.
Enquadrado dentro do género de História Alternativa, O Caderno Secreto de Leonardo constitui uma obra extensa de leitura aprazível, em que as páginas se sucedem rapidamente, sem momentos mortos ou aborrecidos – um livro recomendável para quem se interesse pelo Renascimento e pelo Homem Renascentista, Leonardo da Vinci.
O Locus Award
First Novel
Novella
The Ice War, Stephen Baxter (Asimov’s 9/08)
The Kindness of Strangers, Nancy Kress (Fast Forward 2)
Baen
The Starry Rift, Jonathan Strahan
Queen of Candesce é o segundo volume da série Virga, iniciado com
Os nomeados tinham sido anunciados em Janeiro (podem ler estes
Esta é uma pequena antologia, constituída por 13 contos que se propõe a atingir um objectivo ambicioso: recriar histórias e quebrar trancas à imaginação; publicada no Brasil pela 
São várias as colectâneas de contos fantásticos ou de ficção científica, de autores americanos ou ingleses.
Vencedor do prémio Pulitzer para ficção e do prémio PEN / Faulkner, Michael Cunningham é o autor de The Hours e Specimen Days. Specimen Days é a primeira obra que leio do autor, e é composto por três histórias de género distinto, mas com vários componentes em comum que se centram sempre nas mesmas três personagens, que parecem encarnar ao longo dos tempos, na mesma cidade, Nova Iorque.
Enquanto que a primeira história decorre no início da Revolução Industrial, a segunda história The Children’s Crusade, ocorre no século XXI: as mesmas personagens, diferente aspecto e disposição. Catherine é uma psicóloga ligada à investigação criminal, divorciada que terá perdido o filho, ainda uma criança. Responsável por atender as chamadas dos malucos da cidade que declaram as suas pretenções homicidas ou terroristas, Catherine cria alguma empatia pelo grupo de crianças que se explode. Simon é o amante jovem e rico de Catherine, que vê nela uma mulher exótica de profissão excitante.
São várias as listas sobre os melhores livros de Fantasia ou Ficção Científica, para algumas das quais já publiquei links num
No mesmo sítio (
E já ganhei um !
O prémio Philip K. Dick foi fundado no ano da morte do cérebre autor de Ficção Científica, e desde 2005 apadrinhad pela Sociedade de Ficção Científica da Filadélfia (Philadelphia Science Fiction Society).
As minhas primeiras leituras fantásticas não terão sido livros com animais falantes ou fadas esvoaçantes. Longe disso. Terão sido antes as histórias que fazem parte das mitologias grega e romana, e até nórdica e indiana – histórias em que os Deuses passariam por humanos, não fossem os seus poderes e a sua imortalidade.
Este mito é recontado por C.S. Lewis em No Reino de Glome pelo ponto de vista da irmã mais velha, Orual. As três irmãs, órfãs de mãe, são filhas de um pequeno Rei, mesquinho e violento. Orual é não só a mais inteligente, como a mais feia e sensível, acabando por tomar conta da irmã mais nova e bela, Psique. Mas não estão sozinhas – Orual, um escravo grego, acompanha-as e ensina-as a ler e a escrever, o cálculo, a filosofia e a poesia.
Anualmente a Associação Britânica de Ficção Científica (BSFA – The British Science Fiction Association) premeia algumas obras com base nos votos dos membros da associação e nos membros do Eastercon (convenção britânica de ficção científica).
Best Novel
Physics for Amnesia - John Clute
A primeira parte do livro de 

A rapariga está marcada – duas auréolas escuras em torno dos olhos, distinguem-na dos restantes seres humanos e alimentam a crença de que se trata de um demónio. Ninguém a acolhe, ninguém tem coragem de a escorraçar não vá serem alvo da ira de um demónio.
Nomeado para o World Fantasy Award, as histórias que constituem In the Night Garden são originais. Apesar de possuírem referências a conhecidas figuras das lendas e contos populares, a maioria das personagens são seres inimagináveis. Os monstros são pessoas transfiguradas pela vida, cuja fealdade é descriminada pela sociedade, e se vêm, por isso, obrigadas a sair das grandes cidades, à imagem da vivência da própria rapariga que pelas marcas nos olhos é forçada a pernoitar nos jardins, subsistindo com as bagas e frutos das árvores. O único ponto negativo nas histórias será a, por vezes extrema, inocência infantil que transborda em todas as cenas e que se poderá tornar irritante.
Olaf Stapledon é outro dos autores cuja obra desconheço, mas cujos livros já por várias vezes me foram aconselhados. Entre os mais conhecidos encontram-se Last Men in London, Last and First Men ou Star Maker.
The Nymphos of Rocky Flats, de Mario Acevedo, foi disponibilizado para leitura online, pela própria editora, 
Joe Haldeman é o autor de alguns conhecidos livros de Ficção Científica, como The Forever War ou The Accidental Time Machine, vários vencedores dos prémios Hugo ou Nébula. Alguns dos seus livros podem ser encontrados em portugês, trazidos pela Europa-América (
A revista Asimov deste mes é um volume duplo, com histórias de vários autores conhecidos: Brian Stableford, Michael Swanwick, Robert Reed e Nancy Kress. Brian Stableford é o autor de
Depois de ter adorado
Lud-in-the-mist é um clássico de Fantasia, incluído na série Fantasy Masterworks que data de 1926. Será o livro mais conhecido de Hope Mirrless, poeta, tradutora e escritora inglesa – e pelo que vi