Esta semana (2009.11.29)

Por falta de tempo, o resumo desta semana sai mais tarde, mas sai:

Reunião Sangrenta (Crónicas Vampíricas) - L. J. Smith (As Leituras do Corvo)

- À volta da Lua – Julio Verne (Bela Lugosi is Dead)

A Guerra é para os Velhos – John Scalzi (As Leituras do Corvo) – Um dos mais recentes lançamentos de FC sobre o qual já estão a surgir críticas positivas. Encontra-se já na minha lista de compras.

- O Terror – Arthur Machen (Bela Lugosi is Dead)

- A Canção do Dragão – Anne McCaffrey (As Leituras do Corvo e Estante de Livros)

- Sangue Fresco – Charlaine Harris (Muito para Ler)

- O Bobo – Christopher Moore (As Leituras do Corvo)

- Aliança das Trevas, Anne Bishop (Estante de Livros)

- As Crónicas dos Elfos II – A Elfo das Terras Negras – Jean-Louis Fetjaine (Bela Lugosi is Dead)

- O Tempo do Anjo – Anne Rice (As Leituras do Corvo)

 

 

Esta semana… (2009.11.21)

- Os Músicos – Ray Bradbury (Lâmpada Mágica)

- Aliança das Trevas -Anne Bishop (As Leituras do Corvo)

- Clube de Sangue – Charlaine Harris (Ler e Reflectir)

- As Atribuações de Jacques Bonhomme - Telmo Marçal (Estante de Livros)

- Danças Malditas – Kim Harrison; Lauren Myracle; Meg Cabot; Michele Jaffe; Stephenie Meyer (Bela Lugosi is Dead)

- Ghostgirl – A Rapariga Invisível - Tonya Hurley (O Cantinho do Bookoholic)

- Virgo Resuscitas – Ray Bradbury (Lâmpada Mágica)

- Darwinia – Robert Charles Wilson (Bela Lugosi is Dead)

- Fevre Dream – George R R Martin (Liquid Dreams) – livro a ser publicado em português pela Saída de Emergência nos próximos tempos !

- Acheron – Sherrilyn Kenyon (Bela Lugosi is Dead)

- Aprendiz de Assassino – Robin Hobb (Correio do Fantástico)

- The Broken Sword de Poul Anderson (Der Wanderer’s Blog)

- O Homem Pintado - Peter V. Brett (O Cantinho do Bookoholic)

- A Corte dos Traidores – Robin Hobb (Letras sem Fundo)

- A Mecânica do Coração – Mathias Malzieu (Muito para Ler)

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Marvel 1602 – New World / Fantastic Four

Marvel 1602 de Neil Gaiman foi já uma excelente surpresa. Utilizando conhecidos heróis da Marvel, Neil Gaiman recuou 400 anos, e colocou-os entre a Inglaterra da Rainha Elizabeth e a primeira colónica inglesa, Virgina, criando um Universo Alternativo. Nesta outra linha história, Virginia teria vingado graças à ajuda dos Índios.

Deste volume fazem parte duas das três sequelas de Marvel 1602: New World e Fantastick Four. Se em Marvel 1602 tínhamos seguido os heróis numa aventura em torno das pressões internacionais políticas que se faziam sentir na época (Inglaterra torna-se independente da Igreja Católica ao se tornar protestante, e em Espanha a Inquisiação ganha força sob o poder do rei Filipe), em New World assistimos ao desenvolvimento de Virginia.

Nesta nova colónia continua a existir a necessidade de heróis que salvem a aldeia dos dinossauros e que sejam capazes de impedir o massacre dos índios: surgem assim Hulk e Homem-Aranha. Tal como na história original, o Homem-Aranha é um rapaz que trabalha na única tipografia da colónia, sob o comando do editor da revista, e apaixonado pela filha do editor, a famosa Virginia. Virginia é uma personagem conhecida do livro anterior, o primeiro bebé a nascer na nova colónia, uma rapariga capaz de se transformar em qualquer animal quando ameaçada.

Fantastick Four é uma aventura muito mais interessante, com pequenos episódios cómicos. No 1602 original tínhamos já conhecido os Fantastick Four, um grupo de aventureiros que viajam pelo Mundo num barco. Nesta nova aventura, o grupo participa com Shakespeare numa peça teatral, quando este é raptado pelo vilão Doom. Para salvar o dramaturgo viajam até ao fim do Mundo, mas não sozinhos – Storm raptou uma jovem para a salvar (pensa ele) de um casamento infeliz. No fim do Mundo encontram… uma cidade que corresponderá à mítica Atlântida.

Para além do excelente aspecto gráfico e da qualidade das imagens, esta edição prima também pela encadernação cozida de lombada direita. De realçar que a capa não tem o aspecto avermelhado que aparece na imagem – ou seja, uma edição de luxo.

Notícias Fantásticas (18.11.2009)

E foi revelado o programa para o evento Conversas Fantásticas, a decorrer nos dias 21 e 28 de Novembro, na biblioteca de Telheiras. No dia 21 para além da mesa redonda concept artists nacionais, podemos assistir às curtas metragens FRUNC, Papá Wrestling e I’ll See You In My Dreams, sob o tema Cinema Fantástico Português.

O dia 28 inicia-se com uma mesa redonda sobre auto-edição em Portugal, seguindo-se um espaço para sugestões de leitura, e mesas redondas sobre Novidades em Banda Desenhada,  Novas aventuras do Fantástico Portugês e A Literatura Fantástica Portuguesa: Passado e Presente.

E parece que a Dagon vai ser publicada em papel, encontrando-se abertas as submissões para as várias  secções: música, conto, poesia, artigo, cinema e desenho. Para mais detalhes vejam o post no Correio Fantástico.

Pelo Anagrama Anárquico tomei conhecimento do lançamento da antologia Imaginarios.  De realçar que do segundo volume fazem parte histórias de alguns autores portugueses: João Barreiros, Jorge Candeias e Luís Filipe Silva.

Entretanto, foi adicionado um novo conjunto de links no blog – Pedindo Submissões.  Nesta secção irão constar links para editoras ou afins, onde estejam abertas submissões para publicação. Claro que os links estão lá, com o respectivo descritivo (basta passar o cursor), mas não me responsabilizo pelo resultado – alguns serão mais sérios do que outros.  Caberá aos interessados ler os regulamentos e fazer a sua própria sentença de cada

New Books Around (17.11.2009)

Escher loops zoran zivkovicLançado recentemente mas já incluído na lista da Amazon nos 10 melhores livros de Ficção Científica e Fantasia, Eclipse 3 é a terceira edição que se propõe a seguir os passos das anteriores antologias, Eclipse 2 e Eclipse, vencedoras de vários prémios. Sem temática pré-definida, entre os autores podemos encontrar Peter S. Beagle, Paul Di Filippo, Jeffrey Ford, Caitlin R. Kiernan ou Daniel Abaraham.

Escher’s Loops é o próximo lançamento da PS Publishing de Zoran Zivkovic, um dos meus autores favoritos, do qual em Portugal apenas podemos encontrar a Biblioteca. Em Escher’s Loops realçaria a capa, da autoria de uma amiga. A sinopse promete algo semelhante ao que conheço de Zoran, ou seja, mais uma leitura obrigatória:

Like one of Escher’s drawings, the narrative threads lead one through a dizzying labyrinth of recurring themes, images and characters, all of which are linked with elegant mathematical precision: God and suicide, food and poison, monks, athletes, soldiers and soccer players all take their places in the circle-dance. Absurdity, surreality and humour abound; death is the ultimate destiny, yet always the next story offers infinite ways of escape.

Depois de Heart-Shaped Box, de Joe Hill (o filho de Stephen King) é publicado Horns. A edição limitada da PS Publishing está a esgotar-se a uma velocidade estonteante, a capa já se conhece, e a sinopse encontra-se finalmente disponível. Recordo-me de não ter apreciado grandemente o Heart-Shaped Box, mas ainda assim, a premissa deste Horns, captou-me :

Ignatius Perrish spent the night drunk and doing terrible things. He woke up the next morning with one hell of a hangover, a raging headache . . . and a pair of horns growing from his temples.

Já tem quase dois meses, mas é digno de referência – The Mammoth Book of Best New SF 22. Publicada em Setembro, esta colectânea reunida por Gardner Dozois, começa com um resumo do ano de 2008: prémios, revistas, contos, lançamentos de pequenas e grandes editoras.

Seguem-se contos de vários autores conhecidos do género, como: The Gambler (de Paolo Bacigalupi, nomeado para a categoria de melhor noveleta nos prémios Hugo de 2009 e disponível na blog da Pyr ),  From Babel’s Fallen Glory We Fled (de Michael Swanwick, também pode ser lido no site online da revista Asimov), Crystal Nights (de Greg Egan, nomeado para o BSFA e disponível gratuitamente no site da editora). Podem ainda encontrar Ian McDonald, Paul McAuley, Greg Egan, Geoff Ryman ou Nancy Kress.

Outra antologia lançada em Setembro que me parece interessante, é Passing for Human, pela PS Publshing.  Editada por Michael Bishop e Steven Utley, os contos recolhidos têm como principal tema os extraterrestres viverem mascarados entre nós, humanos.

Nesta antologia participam Theodore Sturgeon, Ray Bradbury, Paul DiFilippo, Robert Silverberg, Jeff Vandermeer e Carol Emshwiller, entre outros.

Shelves (30)

No topo, dois livros comprados conjuntamente com a Sábado – Danúbio e A Conspiração Contra a América. O primeiro é considerado a melhor obra de Magris e acompanha o curso do rio, desde a sua nascente ao mar, apresentando durante a viagem, a colorida história europeia.

O segundo parece enquadrar-se no género da história alternativa, apresentando-nos uma América onde Franklin Roosevelt terá perdido as eleições para Charles Lindbergh. Com este diferente resultado eleitoral instauram-se políticas anti-semitas, gerando um clima de terror onde as famílias judaicas são “normalmente” perseguidas.

Tender Morsels de Marco Lanagan é o vencedor, conjuntamente com The Shadow Year de Jeffrey Ford do World Fantasy Award. Entre os nomeados encontravam-se Pandemonium de Daryl Gregory, The Graveyard Book de Neil Gaiman e The House of the Stag de Kage Baker. Tendo lido e adorado Pandemonium, tenho agora elevadas expectativas para Tender Morsels, um livro cuja sinopse revela uma história que pode facilmente cair na banalidade:

Tender Morsels is  a dark and vivid story, set in two worlds and worrying at the border between them. Liga lives modestly in her own personal heaven, a world given to her in exchange for her earthly life. Her two daughters grow up in this soft place, protected from the violence that once harmed their mother. But the real world cannot be denied forever –  magicked men and wild bears break down the borders of Liga’s refuge. Now, having known Heaven, how will these three women survive in a world where beauty and brutality lie side by side?

To Build Jerusalem, de John Whitbourn é o terceiro volume numa trilogia que decorre numa realidade alternativa. A série inicia-se com A Dangerous Energy onde a rainha Elizabeth morre antes do tempo e é sucedida pela sua prima, Mary, que encabeça uma segunda e permanente reforma católica na Inglaterra e na Escócia. Ainda que seja uma história independente, To Build Jerusalem ocorre no mesmo Universo Alternativo.

Segue-se Monstrous Regiment, de Terry Pratchett, pertencente à demente série Discworld. A história segue Polly, uma jovem que disfarçada de homem, se junta ao regimento para lutar… contra o quê, parece não saber.

The Extraordinary Voyage of Jules Verne explora as histórias do próprio Júlio Verne, colocando-o como personagem em aventuras que poderiam ter sido escritas por ele – numa viagem do tempo ao passado vê-se arrastado para o Período Cretácio, e depois para um futuro distante.

Don’t Turn Out the Light é uma pequena antologia de horror reunida por Stephen Jones, onde se podem encontrar vários autores conhecidos – Ray Bradbury, Richard Matheson ou Paul McAuley.

Por sua vez, Veniss Underground é um dos livros de Jeff Vandermeer que se enquadra no género ficção científica. Deste autor apenas conheço as histórias em torno de Ambergris, uma cidade fantástica caracterizada pelo excesso de cogumelos e esporos, num melancólico ambiente weird.

Finalmente, The First Hundred Days é o primeiro volume da série de comics Ex-machina que explora uma estranha personagem, Mitchell Hundred, elegido presidente da câmara da cidade de Nova Iorque como resultado das suas acções no 11 de Setembro. A história explora não só as aventuras do herói, como actuais situações políticas.

Esta semana … (2009.11.14)

A Mecânica do Coração - Mathias Malzieu (Bela Lugosi is Dead)

- The Man in the High Castle – Philip K. Dick (A Lei Seca)

- O Círculo de Sangue – Jérôme Delafosse (Bela Lugosi is Dead)

- Eu sou a Lenda - Richard Matheson (Taste This Book)

- Academia de Vampiros – Richelle Mead (As Leituras do Corvo)

- Eis o Homem – Michael Moorcock (Páginas Desfolhadas)

- A Sociedade de Sangue – Susan Hubbard (Bela Lugosi is Dead)

- Última Transmissão Humana (As Leituras do Corvo)

- A Lenda de Sigurd e Gudrún - J.R.R. Tolkien (Bela Lugosi is Dead)

- Ghostgirl – a rapariga invisível – Tonya Hurley ( Páginas Desfolhadas)

- Drácula, o Morto-Vivo - Dacre Stoker e Ian Holt (As Leituras do Corvo)

- Talentos Fantásticos (I Dream in Infrared- primeira parte da crítica ao livro)

A publicação deste último livro (Talentos Fantásticos) tem sido a causa de um burburinho crescente. Tudo começou com o anúncio no fórum Bad Books Don’t Exist – relatadas as condições dadas aos autores que participaram no concurso, levantou-se a hipótese de que o concurso e consequentemente publicação poderiam não ter os moldes mais transparentes. Pelo que percebi até agora, trabalho de edição não houve ou foi escassa, e a qualidade não é das melhores. Distribuição não existe e os direitos de autor são “pagos” na forma de desconto com curto prazo de validade.

Sobre o assunto pronunciaram-se a Pó dos Livros (Pseudo-editorasComentário ao post anterior “Pseudo-editoras”),  Safaa Dib (em comentário no blog da Pó dos livros e no Stranger in a Strange Land), Rogério Ribeiro (I Dream in Infrared) e Francisco Norega (Anagrama Anárquico). De realçar que nestes comentários não se referem os textos incluídos na antologia, mas constituem formas de alertar potenciais autores para os esquemas no negócio editorial.

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Buracos Negros – Lázaro Covadlo

Este é o livro mais recente da Editora Livros De Areia, uma pequena editora que nos trouxe já excelentes livros como A sereia de Curitiba de Rhys Hughes ou o vísceral O pássaro pintado de Jerzy Kozinsky, ou ainda um dos livros daquele que é, para mim, o melhor escritor de FC português, João Barreiros, Disney no céu entre os Dumbos.

De Covadlo tinha já lido Criaturas da Noite, a história de um homem que um dia é parasitado por uma pulga conselheira que lhe indica o caminho para o sucesso, mas que em troca exige que este adquira estranhos hábitos.

Buracos Negros apresenta-nos não uma história, mas 13, todas negras, algumas previsíveis, outras de final inesperado – todas bem contadas. A primeira apresenta-nos um país onde todos os cargos públicos terminam com uma decapitação e o serviço prestado é diferenciado pelo material da bandeja onde se encontrará a cabeça – prata, ouro ou caixas de fruta.  Segue-se a confissão, perto do Natal, de um velho assassino que terá morto um casal por inveja do bem estar ostentado por estes.

Ninguém desaparece completamente é uma das histórias que mais apreciei, uma sátira inteligente que me lembra o estilo de Italo Calvino em algumas histórias, onde um rapaz corta o dedo do pé com esperança de fugir ao serviço militar. Após a tropa arranja emprego numa prestigiada empresa, mas agora sem parte da perna. Pouco tempo depois terá de amputar um pouco mais o seu membro inferior e será colocado num diferente posto nessa mesma empresa…

Outro dos contos que destacaria é As Correntes do Mal, um conto irónico em que um homem prestes a cometer suicídio, é salvo pelo próprio diabo. A partir desse momento dedica-se a compor o equilíbrio das forças do mal, cometendo diariamente uma má acção. Em contrapartida encontra fortuna e ruína afasta-se da sua vida.

Livro pequeno de edição cuidada, Buracos Negros é um inteligente conjunto de contos que aconselho a todos os adultos que gostem de histórias pouco convencionais e com uma pequena reviravolta.

Lançamentos – Fantásticos e FC (09.11.2009)

A Guerra é Para os Velhos será o grande lançamento do mês, pela Gailivro, na colecção 1001 Mundos.

Traduzido do inglês, No Man’s War de John Scalzi, é o primeiro de uma trilogia de FC que se centra em John Perry, um homem que, com 75 anos ingressa no exército, para lutar contra os alienígenas por novos territórios.

Nesta batalha apenas são permitidos velhotes – pessoas que atingiram já a idade da reforma, mas que possuem o conhecimento e a experiência de décadas de vida. Caso os combatentes sobrevivam por dois anos, poderão viver uma reforma sossegada num dos planetas conquistados.

O segundo referido desta semana é o quinto volume da colecção TEEN (Tonifica E Estimula os Neurónios), Na Casa do Rei Dragão de Stephen Lawhead.

Já publicado em Portugal pela Bertrand e pela Círculo de Leitores, este é o primeiro volume da primeira trilogia de Stephen Lawhead, que apreciei bastante quando a li há vários anos atrás. Direccionada para um público jovem, a trilogia conta a demanda de um jovem guerreiro, acompanhado pelos seus amigos, contra o Necromante Nimrood.

Segue-se Aliança das Trevas, de Anne Bishop, a mesma autora de Trilogia de Jóias Negras, Belladona e Sebastian:

Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões. A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado – em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência – o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem.

Seguindo a mais recente  onda de vampiros, a Bertrand publica Danças Malditas, um livro de cinco autoras,  que traz um olhar diferente sob os bailes de finalistas; e a Editorial Presença lança A Sociedade do Sangue, também este um livro juvenil, onde uma jovem parte em busca da mãe, depois de descobrir que o pai, com quem cresceu, é um vampiro.

Não é deste mês, mas só recentemente, após a publicação de algumas críticas, me apercebi do lançamento de Ghostgirl, pela Contraponto.

Para mais detalhes, podem visitar o blog criado pela editora, e aqui fica a sinopse:

Charlotte Usher sente-se praticamente invisível na escola, até que um dia fica mesmo. Pior ainda, descobre que está morta… e tudo por causa de um rapaz e de um urso de goma. No entanto, a morte não impede Charlotte de seguir com os seus planos. Bem pelo contrário! Torna-se mais criativa e capaz de fazer qualquer coisa para atingir os seus objectivos: ser popular e conquistar Damen, o rapaz por quem se apaixonou.

Por sua vez, a Casa das Letras publica o primeiro volume da trilogia O Circo dos Horrores, de Darren Shan. Recentemente adaptado para cinema, esta trilogia é o início de uma enorme série também de vampiros, que tem recebido inúmeros prémios.

Finalmente, e também pela Gailivro, será publicado o Bobo, de Christopher Moore. Como o título indica, a história centra-se num bobo, mas não num bobo qualquer – o do Rei Lear; que, para ajudar a princesa Cordélia a cair nas graças do pai, lança feitiços e instiga assassínios.

Esta semana … (2009.11.07)

Atrasado, mas ainda a tempo :) . Aqui fica um pequeno apanhado das críticas a livros fantásticos e FC desta semana.

- Drood, Dan Simmons (Blog Saída de Emergência) – se já pensava ler o livro, agora ainda fiquei mais curiosa. Em princípio este será um dos próximos livros do autor a ser publicado em português, assim como The Terror, pela Saída de Emergência. Para quem não conhece, este é o autor de A Canção de Kali e Clube de Patifes.

- A Corte dos Traidores, Robin Hobb (Bela Lugosi is Dead e Estante de Livros)

Ghostgirl – A Rapariga Invisível, Tonya Hurley (As Leituras do Corvo e Bela Lugosi is Dead)

- Fúria, L. J. Smith (As Leituras do Corvo)

- O Homem Pintado, Peter V. Brett (Páginas desfolhadas  e Estante de Livros)

- Os Jogos da Fome, Suzanne Collins (Correio do Fantástico) – este é outro que me começa a intrigar, pelas sucessivas críticas muito positivas.

- American Gods, Neil Gaiman (Der Wanderer’s Blog)

Não é uma crítica literária, mas depois do artigo publicado no blog da Pó dos livros, fica o post no blog da Safaa Dib sobre pseudo-editoras. De leitura obrigatório para todos aqueles que desejam um dia ser publicados.


Notícias fantásticas (04.11.2009)

 

Começam a ser conhecidos mais detalhes sobre o evento fantástico que irá decorrer nos dias 21 e 28 de Novembro, na biblioteca municipal de Telheiras, mais especificamente, foi publicada a lista de convidados do evento.

Para além das Conversas Imaginárias, poderão encontrar a partir de dia 9 de Novembro a exposição “Há Conversas com o IMAGINarte”, com ilustrações da autoria dos membros do Núcleo de Arte Fantástica da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Os mais recentes posts no blog da livraria Pó dos Livros não são propriamente notícias, mas sim um aviso à navegação – um aviso sobre os vários esquemas, até burlas que rodeiam algumas “ofertas” de publicação, ou ainda passatempos com promessa de inclusão em antologias (Pseudo-editorasComentário ao post anterior “Pseudo-editoras”).

 

O Senhor da Guerra dos Céus – Michael Moorcock

O Senhor da Guerra dos Céus é o primeiro de uma trilogia intitulada A Nomad of the Time Streams, em que cada um dos volumes pode ser lido independentemente, retratando as viagens no tempo de um homem que é transportado para uma realidade alternativa. Misto entre história alternativa e ficção científica, a trilogia enquadra-se no género Steampunk.

Neste primeiro volume Bastable é transportado para o futuro, para o final do século XX, onde conhece um Mundo sem guerras, em que as grandes potências económicas colonizam todos os restantes países e o nível de vida dos cidadãos dos países colonizadores é pago pelos habitantes das colónias.

A história inicia-se com Bastable, um jovem inglês que é responsável por conduzir um pequeno batalhão na Índia de 1902, com o intuito de controlar a revolta de algumas povoações. Esperando obter tréguas sem necessidade de travar uma pequena guerra, Bastable concorda em seguir um poderoso chefe religioso à povoação nativa, conjuntamente com os seus guerreiros, para jantar. A comida encontrava-se, no entanto, envenenada,  e numa tentativa de fuga desesperada, refugiam-se no Templo de Todos os Deuses. Atacados por uma força misteriosa, perdem a consciência.

Bastable acorda, sozinho e dorido,  com as roupas gastas, envelhecidas e apodrecidas.  Repara então que o Templo e a povoação onde se encontrava horas antes, se encontra agora em ruínas e que todos os caminhos terrestres que lhe permitiriam sair do rochedo se encontram cortados por fundas escarpas. Antes que fosse capaz de se recompor face às mudanças que observa, Bastable vê um enorme objecto voador, um dirigível inglês, que o salva e o transporta para uma impressionante e moderna cidade de Londres.

No final do século XX a tecnologia permite aos cidadãos ingleses viver com todas as comodidades e sem doenças, numa sociedade utópica que não conhece nem guerras nem vandalismos. Um mundo perfeito – assim pensa Bastable até conhecer a outra face da moeda, em que os cidadãos dos países subjugados alimentam as mordomias das grandes potências económicas e militares.

Se em Eis o Homem Michael Moorcock nos tinha apresentado um passado diferente pelos olhos de um homem moderno, em O Senhor da Guerra dos Céus descobrimos uma actualidade diferente, descrita por um homem do início do século. Ainda que o mundo se tenha desenvolvido de forma díspare, alguns dos mais relevantes acontecimentos do século são inevitáveis, mesmo com a alteração de contexto.

Livro pequeno de edição cuidada, esta é uma história curiosa não só pela forma original como nos é introduzida (supostamente estamos a ler o manuscrito deixado pelo avô do autor), como pela aventura que é vivida por Bastable e pela sociedade utópica que se torna gradualmente numa distopia. Este é um relato movimentado que toca em questões políticas e sociais da actualidade como a autonomia Vs comodidade /paz; ou a riqueza de uns às custas da pobreza de outros; ou ainda a crescente poluição resultante de um desenvolvimento frenético – ainda que tenha sido escrito em 1971 nem por isso as ideias descritas se encontram desactualizadas.

Para além de O Senhor da Guerra dos Ceús, de Michael Moorcock foram publicados, em português e pela Saída de Emergência, Eis o Homem e a série Elric. Na colecção de Ficção Científica da Europa-América podem encontrar A Cidade da Neblina Verde (City of The Beast), O Senhor das Aranhas (Lord of the Spiders) e Os Senhores do Fosso (Masters of the Pit) e pela Panorama A Escuna que Veio do Gelo (The Ice Schooner).

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